Skinheads e a PM – existe diferença?

Existe tanta diferença entre um e outro?
Coloco-me a pensar sobre por que padres comunistas foram encarados como terroristas e mal da sociedade enquanto os famosos neonazistas ou skinheads são visto apenas como uma “tribo”? E não devidamente como perigosos para o bem estar social e para toda a diversidade democrática?

A polícia está para o bem estar social como um macaco está para a venda de paçocas.

Podemos refletir sobre esse assunto, mais profundamente, refletindo em quantas vezes você leitor deste texto chamou a polícia?
De todas as vezes que você passou pela polícia, quantas lhe beneficiaram?
A idéia da delegacia ou do local para denúncias legais, não é o máximo que verdadeiramente seria necessário?

Para quem não chegou a tal conclusão, vou propor a minha: a polícia está para defender toda a corrupção social, toda a distribuição de renda desigual e concentrada em um bairro, em uma casa, em uma constituição, e até ao campo ideológico, onde terá 24 horas de proteção policial.

No que isso tem a ver com os nós – cegos dos skinheads?
Ambos estão para a ação ‘detergente social de ser’, roubando a expressão de Roland Barthes, os agentes sociais que ‘eliminam a sujeira social’ como se fosse uma simples questão de poluição e não de desigualdade.

Como se fosse uma questão de purificação social, como se a pobreza fosse o problema em existirem pobres e não implicasse com a concentração de renda. É uma cegueira compartilhada.

 

police

 

Enquanto os policiais matam, espancam e expulsam os mendigos da porta das grandes corporações a mando de seus agentes, os skinheads seguem queimando os mendigos da rua. Quase um trabalho conjunto.

Enquanto a polícia mira as ‘balas perdidas’ na cabeça dos favelados, pobres, afrodescendentes, os skinheads por uma questão de detergentismo (pureza) social, se sentem o próprio ‘ypê’ quando combatem toda a diversidade étnica e cultural.

São como grandes aliados, e curiosamente sempre as notícias são dadas como ‘grupo/tribo de skinheads’ e não com nome, moradia, cidade, profissão, como acontece com os menores infratores.

A informação é selecionada e a manipulação também.

Não existe oposição de um a outro, e se existe é meramente superficial. Ambos são impulsionados pela falta de limites das idéias fascista e do ‘bem da nação’.

O bem da nação não possuí um pingo de limites quanto a atrocidades. Chega a ser um paradoxo, bem da nação, atrocidades ao povo que a rege.

Eu não consigo ver tantas diferenças, até o corte de cabelo é parecido. São ‘ordeneiros’, acreditam que ordem social se resolve na pancadaria.

Fascistas, se vêem superiores em absolutamente tudo: cultura, prioridades, opções desde religiosa até política. Aliás, quanto menos discutível isso e mais ‘pancadaria’ no lugar melhor.

Opressores acham que opressão é filosofia ou profissão. Estão muito longe do significado dessas palavras.

E as diferenças são minúsculas perto das particularidades em comum destes dois grupos. Ideologias, ideais? Na práxis, são praticamente iguais.

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2 pensamentos sobre “Skinheads e a PM – existe diferença?

  1. Nessas horas, eu fico pensando: como podem pertencer à mesma corporação os que durante o revide dos ataques do PCC mataram um monte de gente num bar que está a uns 300 metros da minha casa (ninguém tinha passagem pela polícia e o crime até hoje não foi esclarecido) e os que quando eu sofri meu acidente me socorreram a tempo de, talvez ,evitar que eu morresse (eu caí no ponto exato onde dois PMs estavam postados; se eu tivesse sofrido um acidente igual num ponto mais ermo, teria uma sorte do cacete se [apenas] tivessem me roubado até as calças)…

    No mais, num cenário onde a única coisa controlada diretamente pelos governadores de cada estado são as polícias, não é de se espantar que elas se tornem agentes da manutenção deste estado de coisas que podemos ver; mesmo não tendo nada a dever ou a esconder, sempre sentimos um aperto quando uma viatura passa por perto de nós, sobretudo se estivermos a pé… E é justamente isso que esses babacas defensores do “bandido bom é bandido morto não entendem: que nada, absolutamente NADA, garante que toda essa truculência não irá se voltar um dia contra você, ou contra uma pessoa querida, e que ela ainda vigora porque há muitos que a defendem…

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