Mal estar pós-moderno, quem nunca?

Esse mal estar que vivemos não é “dopável”, já ouviu falar de mal estar pós moderno? Talvez não ouviu nessas palavras, mas diariamente o sente.


O sente de tal forma que muitas vezes tenta através das fantasias não sentir. Nossa vida pode ser todinha resumida a pequenos prazeres diários que nos fazem sobreviver. Podemos ter fantasias em todos os momentos, vendo um filme, uma música, sairmos um pouco do que consideramos nossa identidade.

Identidade, essa palavra nem é mais tão profunda assim, pode ser resumida a pequenas auto definições em redes sociais, pode ser uma música, uma frase, uma cópia quase sempre de outro, é a sua definição sobre si.
Porém, mais afundo, a sua identidade em pleno século XXI pode se resumir as roupas que veste. Talvez essa seja a mais forte de todas as evidências atuais sobre si. E para quê saber tanto de mim? Posso me perder em devaneios e nisso eu perco tempo. O tempo já não nos favorece, o tempo favorece ao capital. E tudo que permanece é apenas o capital.

Mas, temos todas as soluções, sabemos que a sociedade perfeita é o comunismo, ou uma das milhões de vertentes do anarquismo. Temos a medicina para curar qualquer dor ou cansaço, temos comida industrializada para nos poupar tempo, temos tecnologia para facilitar a nossa vida.
Não é esse o discuso da modernidade? Que nos prometeu tanto conforto através das descobertas científicas e do avanço da ciência, da química, da física, da matemática, que resultaram em armas de destruição a longo alcance, a própria cria do homem contra o homem.
Os sociólogos, que nos prometeram resolver ou solucionar os problemas da sociedade.
Aparentemente, com todas as soluções não se resolveu nada.

Tudo que parecia tão sólido na modernidade, foi transformado em líquido.
Nada desse avanço todo significou como apenas a criação de novas problemáticas para o ser humano. Assim como a solução para quem está com a cabeça presa na modernidade é simplesmente retirar tudo isso do ser humano. Como a Igreja medieval viu como solução retirar o conhecimento científico das mulheres, esses seres antiquados acreditam que a solução é se afastar das máquinas, ou retira-las de vez. Como se a tecnologia por exemplo não fosse um mérito humano e sim do capitalismo, ou do sistema.

O problema é que, como no filme ‘ponto de fusão’ a cientista afirma, temos uma máquinas totalmente antiquada em tempos atuais. A mudança não tem solução. Libertador isso, acredite.

A mudança não está indicada a anos atrás, é verdade que o que Marx escreveu ainda se propaga em tempos atuais, mas será que não é justamente por vivermos ainda sob as circunstâncias modernas? Veja as escolas, são exatamente como presídios, ou até pior, como fábricas.
Alunos separados por idades, o que dá a entender que tem um data de ‘vencimento’, aplicação do conteúdo de forma mecânica, cansativa, desgastante.

Temos essa velha máquina da modernidade dilacerando qualquer vontade de mudança da maioria das pessoas atualmente, e nos ocasionando uma sensação de que nada irá mudar, já que as utopias fracassaram.
E não conte vantagem por ser à favor do capitalismo, pois nesse caso você está bem mais atrasado em mentalidade do que qualquer utopista que ainda pensa ou pelo menos tem a ética de uma sociedade melhor.

Mas será que isso soluciona?

Será que um protesto isolado não atraí milhões de pessoas? Podemos ver pela internet que isso funciona mais do que juntar várias pessoas para protestar e mudar somente uma. Como funciona dentro de uma sala de aula, você une 40 alunos por sala pela esperança de mudar somente um. Não deveria ser o oposto? Quem sabe não funcionaria mais.

Esse post foi pra causar mal estar mesmo, pois somente assim caímos em reflexão verdadeira. Não fique esperando um milhão de pessoas se unirem para ter algo em comum e sim, se una as pessoas que tem algo em comum com o seu pensamento. É disso que estou falando.

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Um pensamento sobre “Mal estar pós-moderno, quem nunca?

  1. Muito bom texto. Aliás, e infelizmente, a grande parte das pessoas aprende pelo mal-estar, depois de levar aquele susto da vida. E acho faz falta um susto desses, um tapa na cara quando menos se espera, a gente é muito alienado, acomodados no nosso mundinho, criticando tudo e todos nas redes sociais e fazendo nada pra mudar realmente.

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