Pesquisas apontam: quem confunde natureza com cultura tende a ignorância

Todo dia tenho o hábito de fuçar em sites de cunho científico, a ciência também é um aparelho ideológico do Estado contemporâneo, e não deixa de ser uma forma de dar uma conduta de comportamento; o nobre hoje é estar nos meios da ciência.

Não é surpreendente, por exemplo, saber que a super modelo Gisele Bündchen com tantas causas a abraçar, vai fazer uma super campanha para urinar no banho (…), em prol de uma causa ecologicamente correta.

A conduta de comportamento baseado na ciência é chique, comer vegetais orgânicos, sem nenhum veneno é chique, estar no seu peso ideal é chique, fazer academia, passar o filtro solar, ter cabelos saudáveis, e ainda há quem diga que você fica com as feições do que come (…), tamanha a neurose científica. Temos um comportamento em parte voltado para o que é cientificamente comprovado e correto, e parte dos nossos costumes vem disso.

A questão é, as pessoas não sabem diferenciar mais biologia de cultura social, o que é natureza (comer, urinar, defecar, sexo, etc.) do que é cultural (amor, amizade, matrimônio, religião, entre outras invenções humanas…).
Esse tipo de pensamento tem origens arcaicas, onde se explica uma cultura como se fosse algo natural do ser humano, sendo que esses limites da natureza para a cultura que tornaram o ser humano tão fascinante quanto ele é.

 

 

Se fosse pela base da biologia, todos falaríamos a mesma língua, ou dialeto, teríamos os mesmos hábitos, não usaríamos roupas, e etc., o que nos tornou diferentes um dos outros são questões de ordem externas, ou seja, não é da natureza, é do ser humano para o seu meio social. Não se explica comportamento por uma questão puramente biológica, é o caminho para a ignorância social a ponto de desembocar em uma teoria da “raça superior”.

Por que os índios brasileiros não fizeram pirâmides mirabolantes como os Astecas? Por uma simples questão de localização, não era necessário, com frutas tropicais e suculentas por todos os lados, com rios de água doce, para quê então tanta genialidade? Só para uma hostentação mesquinha de grandeza? Não existia necessidade para os indígenas que tem outro tipo de ética.

Indo pela base da ciência do estilo da superinteressante que torna todos nós uma coisa só, vai se tornar mais uma questão de inferioridade do que de fato de homem com o seu meio, pelo pensamento incoerente deles seria algo do tipo “se os índios são todos uma coisa só, então os brasileiros são mais burros que os Astecas”. A reflexão não passa de uma causa-consequência com a exatidão que nunca existiu em uma sociedade.

Discutir comportamento na base de pesquisas duvidosas é ignorância, pesquisar de cada 10 pessoas, 5 fazer uma coisa x não quer dizer soberania, muito menos comportamento geral, até porque o ser humano é exclusivo; não podemos ser comparáveis, pois só torna comparável quando é uma mesma coisa, somos uma mesma coisa do ponto de vista natural, mas jamais social-cultural, e em mentalidade isso se torna mais intenso ainda.

Por isso os sonhos não são coletivos e sim únicos, a nossa mentalidade é única. É o mundo que vemos à partir do que acreditamos.
Não podemos nos resumir a demência dessas pesquisas, que não passam de algo apenas divertido, mas, jamais a ponto de uma verdadeira discussão social. A exatidão científica tem seus limites, quando esses limites ultrapassam o que é verdadeiramente racional, acaba sendo mais dogmático do que científico de fato.

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