Nietzsche e a crítica a geração “futurista”

É importante fazer esse paralelo entre o passado e o presente por conta de ser uma questão da vida.

Sentimos que nossa vida tem uma ligação histórica com as anteriores, por conta dessas afinidades vamos atrás do conhecimento histórico. Dá-se a entender que é a busca pela identidade própria pelos fatos.

 

Se não houver conhecimento histórico, haverá repetição;

Essa repetição se varia pela questão que somente com conscientização que existe revolução.

 

E a revolução nada mais é do que um recomeço e um romper, o rompimento só é verdadeiro através do conhecimento, que evita essa espiral repetitiva.

 

Para Nietzsche, a possibilidade de mudança está justamente nas novas gerações, visto que os limites que elas sofrem são os limites das gerações anteriores; cabe a elas conseguirem a libertação.

 

 E no futuro, teremos planetas dominados, e a própria Terra em pedaços, para fugirmos. 

Nesse ponto que a história se destaca, pois é uma “coleção” de fatos que demonstram rompimentos da natureza humana. O que Nietzsche não apetece é a questão das tradições, são consequências a serem rompidas se a sociedade buscar um caminhar para algo novo.

A questão das tradições é complicada, pois rompendo as tradições à condenação com a geração anterior é automática, porém isso não quer dizer necessariamente que é uma não permanência.

 

O modernismo tornou o passado um fruto do qual não tem como você retirar conhecimento, é como se somente o futuro interessasse, um presente contínuo.

 

Para Nietzsche, o passado é um mar de lições. Do qual, ele se apropria das culturas mortas principalmente, pois somos tão consequências dessa cultura quanto da que permanece.

 

Por exemplo, Nietzsche bebe muito das fontes gregas antigas, e se baseia na tragédia grega, por uma questão.

O ser humano aprendeu a utilizar a dissimulação de forma positiva, criou a arte.

A arte para Nietzsche é a melhor forma do aperfeiçoamento do ser humano, se aperfeiçoamos, estamos elevando nossa natureza, essa elevação do humano é o que Nietzsche considera por uma revolução.

 

Nietzsche em Genealogia Moral divide os seres humanos em dois tipos, ativos e reativos. Para ele o primeiro é um tipo de ser humano que busca o aperfeiçoamento da natureza, esse aperfeiçoamento não está ligado com a ideia de existência, mas sim, de criação, o tipo ativo não é preocupado com a eternidade da existência, fazem obras, arte, criações.

O segundo, reativo, é mais angustiado pela brevidade da sua existência e busca essa conservação da existência a todo custo.

 

Pode não parecer compreensível a primeira vista, mas para Nietzsche os humanos que são ativos tornam sua existência estética verdadeira, vão em busca de aperfeiçoamento. O problema do ser reativo é que ele ressalta tanto as situações do passado que parece ser impossível um feito realmente importante no presente, já que o passado já roubou essa grandeza toda de nós.

 

Para Nietzsche, certos humanos conseguem transcender esses valores e aperfeiçoarem eles, isso é o que ele chama de valor autêntico da humanidade.

 

É quando o valor histórico para Nietzsche ganha muita relevância, pois não há uma forma de criar um presente-futuro com esse valor da humanidade sem um retorno ao passado e uma análise sobre ele, por isso é citada a famosa “cena cronológica” de Nietzsche, pois para Nietzsche quanto mais é evitado o passado e mais é implementado essa ideia de futuro contínuo (muito presente na nossa nova geração) pior é para esse aperfeiçoamento da natureza humana, pois caímos em uma espiral de repetição sem se quer notar.

 

Mais importante que isso, Nietzsche ressalta a importância da memória histórica, principalmente a monumental (o que podemos incluir como patrimônios, livros, etc., também), para que sirva de modelo e incentivo para os que necessitam de “religar o fio” de grandeza da humanidade.

 

O passado reorienta a humanidade para uma cultura mais valorizada e pensada, procura dar essa “orientação” para o que há de superior, pois para Nietzsche uma releitura do passado torna a ação automaticamente uma superação.

 

Isso está diretamente ligado com o que Nietzsche chama de “supra-histórica”, um passado que é capaz de iluminar o futuro. Por isso Nietzsche “bebe” tanto da fonte da Grécia antiga.

 

 

A diferença está para que Nietzsche não acredita que somos capazes de copiar o passado, de reaviva-lo, nem de julga-lo, mas sim de um olhar ao passado que torna as questões dos presente mais críticas e assim verdadeiramente supera-lo, pois sem esse olhar não será possível perceber as “permanências” que atrapalham a humanidade para o caminhar do aperfeiçoamento da natureza.

 

 

Curiosamente, para Nietzsche, história é uma arte.

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