O Estupro e a Violência à mulher estão aumentando no Brasil

Andei lendo notícias bem assustadoras, o estupro aumentou, a violência doméstica também, assim como as denúncias também.

Estamos cada dia mais expostos a esse tipo de situação, isso gera muitas reações, uma das reações é a do bloco revolucionário e do outro lado, os conservadores com as suas peneiras em ação,  o revolucionário que tenta de todas as formas possíveis fazer a questão da mulher que chegou no seu patamar de urgência maior, mudar a situação nem que seja aos poucos, e o conservador que tenta “ajudar” tudo menos a própria mulher.

Veja bem, ninguém está falando em igualdade dos sexos, estamos falando de igualdade nos direitos com algumas vírgulas e pontos.

Por exemplo, entre um homem e uma mulher, a violência doméstica de corpo a corpo pela própria “biologia” da questão favorece o homem. O homem é mais forte, e a mulher para se sentir protegida dos trogloditas que insistem em usar da covardia sua melhor arma e bater nas mulheres, foi necessária uma lei de proteção.

Qualquer tipo de violência na base da covardia é preciso ter uma justiça para intervir.

Ainda vivemos na sociedade animalesca, que o homem vê feições de humano nos animais e feições de animais nos humanos.

Por exemplo, vemos desenhos com animais que se comportam civilizadamente como humanos.

Esse é o animal com feições humanas.

Vemos também, o ser humano que acredita que ser o macho alfa da sua espécie é sinônimo de virilidade, a sociedade baseada nos felinos, o homem animalesco.

E o ser humano tem mesmo um lado animal, mas temos o racional, isso nos gerou trabalho, que é um dos geradores de cultura.

Produzimos cultura.

Diferente da teoria do pecado original de Adão e Eva, não trabalhamos por castigo, trabalhamos para gerar cultura, nem que ela seja industrializada e pobre. Consequências do sistema do capital.

Não entrarei nesses méritos, meu tema ainda são as mulheres.

Por que fala tanto de mulheres? Porque sou uma.

E todas deviam se reconhecer como tal e não falar das mulheres como se elas não fossem uma mulher, ou pior, invadidas pela vontade de potência em seu lado vulgar de acreditar que de todas as mulheres, ela é a única que presta.

Mera ilusão, esse sistema corrompe a todos, deixa lhe faltar dinheiro, que lhe faltará comida, água, e veja até onde a sua decadência pode chegar. Por vezes nem é necessário isso tudo.

O buraco é mais no fundo do que os olhos podem ver.

Julgar moralmente é sempre seguir pelo caminho da ignorância.

O estupro continua sendo uma violência sexual sem o consentimento da vítima, mesmo que as roupas, as crenças, as etnias e os caminhos sejam diferentes, ainda sim é estupro.

E a violência sexual é crime.

Sabe-se que o estuprador tem um problema de ordem moral e outra sexual, em sua grande maioria.

Em geral ele se sente ofendido moralmente pela mulher que passa com seu vestido curto, que ela usa porque gosta e não porque quer ser estuprada. A mulher que tem a vida sexual ativa está sozinha “seu dono, seu proprietário, não está, não é de ninguém”.

Nem a mulher que participa do fetiche de apanhar quer ser estuprada, ela só gosta da representação do fetiche sexual, diante da autorização e consentimento dela, porque é o corpo dela.

Fazer isso com ela, por mera dedução que ela “vá gostar” é crime.

Sentir que o que é da mulher não é de ninguém, é babaquice.

Fazem tanto o maldito discurso de “cada um devia cuidar da sua vida, e não da dos outros”em compartilhamentos da vida, deviam reproduzir na mesma proporção o “cada um deve cuidar do seu corpo, e não dos outros”, não por uma questão de estética, mas por uma questão de puro respeito e ética mesmo.

A outra questão do estuprador é o prazer no sadomasoquismo, por pura sensação de impotência sexual. Ele precisa sentir-se potente em cima das mulheres, por isso muitos estupradores utilizam objetos para penetrar nas mulheres. E as machucam, por puro prazer.

Sabe-se também que a violência contra as mulheres vem dessa concepção que a mulher é uma escrava sexual do homem.

Ela deve servi-lo a todo tipo de loucura dele, e é a propriedade dele, por isso não podem a desrespeita-la, pois estão desrespeitando a ele, é propriedade dele.

Porém, as que não são propriedade dele podem ser chamadas de gostosas, ser sinônimo de comida (como vi em uma imagem bem infeliz, que havia dois homens e uma mulher, os homens eram um ‘trabalho’ o outro ‘dívidas’, e a mulher a ‘comida’).

É a mesma concepção que os senhores de escravos tinham dos escravos.

Como se fosse natural para eles determinada etnia ser escravizado, a mulher nasce para uma escravização cultural.

Assim como na questão do aborto, pensa-se em tudo sobre a criança, nunca pensa na mulher que a carrega por 9 meses dentro de si.

Muito simples para quem nunca terá esse evento falar em retirar a criança dela e jogar no mundo depois.

Para mim, é desumanizar a mulher ao extremo, transforma-la em máquina.

Enquanto você resolver a questão do aborto no primeiro mês de gestação que todas as pessoas da área da saúde sabem que não é uma criança ainda, assim como a clara e a gema do ovo não são um pinto.

Mas claro, a mulher deve aguentar os 9 meses de gravidez para depois de dar a luz ser fria o suficiente para dizer adeus e fingir que não conhece a própria cria, que saiu do seu útero, é isso que a nossa sociedade patriarcal pensa como melhor solução.

Depois a dopamos de antidepressivos, marginalizamos esse jovem, e fica tudo o.k.

Isso é “mais humano” do que simplesmente abortar no primeiro mês de vida.

A violência contra a mulher como demonstrei, não é só física, é verbal, moral, é em todos os patamares, vira letra de sertanejo universitário. Vira cultura, cultura da matança. E a próprias mulheres saem reproduzindo o fruto da própria violência sofrida.

As mulheres ainda sim são as maiores responsáveis por passar conceitos morais aos seus filhos.

A culpa do machismo atualmente é principalmente das próprias mulheres.

Que não se reconhecem como tal.

 

Quando me perguntam, como futura historiadora (afinal, estou estudando ainda) e como professora eventual de história, o que eu penso que é formar cidadãos, eu penso, como vou formar um ser humano crítico que mal sabe sua própria condição? A ideia de cidadania não é essa?

Onde todas essas meninas que acreditam que liberdade sexual é ser submissa a 5 pessoas ao mesmo tempo tem criticismo social?

A escola, e os professores não podem fazer mudanças milagrosas, nem tirar o câncer da humanidade, e sim todos nós.

Responsabilizar a escola por toda mudança social é ser no mínimo ingênuo.

Mas se o universo saiu da ideia de serem as estrelas que geram os humanos e sim os humanos que geram tudo o que lhes cerca (nossa concepção mundana que faz nosso mundo), então eu luto da minha forma pela mulher, porque na minha concepção, as pessoas não mudam por imposição, mudam por exemplos.

Quem sabe contagio outras a conhecerem a ti mesmas como dizem que Sócrates dizia.

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