Cotidiano: quando alguém vira um Mito.

Hoje não tem embasamento, só “teoria”. Se é que posso chamar isso vulgarmente de teoria hahahaha.

 

Já tentei mil formas de começar a prosa, e quando não saí o começo o que fazer, começar da metade? Mas, ainda sim é um começo, enfim. Mimimi.

Penso ser interessante quando as pessoas falam tanto de alguém, mas tanto, que essa pessoa vira um mito.

 

Não precisa ser famoso, nem subcelebridade, basta existir; ouvi falar tanto mal da mesma pessoa que eu fiquei com uma enorme (e surpreendente) curiosidade de conhecer a pessoa.

 

Não devia surtir o efeito contrário?

 

 

Eu “devia” também ir à onda do ódio alheio. Apresentaram-me mil motivos para odiar a pessoa que eu nem conhecia. Mas, de tanto que falam, criaram um magnetismo pessoal pra essa pessoa, mesmo que na intenção de fazer exatamente o contrário.

 

Pensei, acho que por fim, o melhor remédio é ignorar mesmo.

Se você fala, pode por o ênfase que quiser, mas de tanto que fala, torna interessante. Até o que há de mais podre na humanidade fica interessante quando vira assunto mundial.

Eu pensei, veja mesmo o Hitler, falaram tanto mal do sujeito que ele fico interessantíssimo. E pior, sozinho, como se tudo que ele fez fosse feito no singular e não no plural.

 

Por fim, existe mesmo essa linha tênue entre o ódio e o amor, entre o enojar e o admirar?

 

Se falassem de uma forma simples, e rápida, capaz de eu me deixar levar pela ignorância e preconceito e até odiar.

Mas como o discurso foi longo, e eu adoro analisar discursos, eu comecei a questionar. Isso é um tanto fatal para qualquer preconceito.

Porque odiar tanto quem nem conheço?

Não vou me empenhar nesse ódio me deixando levar. Posso um dia dar razão, ou não, mas antes não posso fazer nada, só escutar.

 

Até agora estou pensando nisso acredita?

É a oficina do diabo mesmo, mas, quanto mais leio (ando lendo sobre Sócrates), mais penso nessas picuinhas cotidianas.

 

Enfim, meu objetivo era manter apatia sobre o assunto, e não funcionou por sinal (hahahaha), só que, ainda sim, não consigo odiar. Posso odiar o fato de não odiar? Hahahaha.

 

Eu acho, que essa é a diferença entre formar uma opinião e deixar fazerem sua opinião.

Mas eu continuei pensando, como alguém pode ter esse dom “maravilhoso” de ser tão detestável em massa?

Quem sou eu para julgar né. Acho que ninguém sabe que no fundo é odiado, não no cotidiano.

 

Essa pessoa, nem sabe que eu divaguei tanto pensando “nela” (no caso, na questão dela), nem deve saber que eu existo.

Mas é muito curioso, muito mesmo.

 

Só posso dizer que, decididamente, quer me fazer odiar alguém, fala pouco, mas, fale “bem” sobre isso. Se falar demais, olha no que dá. Abrem mil possibilidades na minha mente.

 

Chega a dar tempo de eu pensar, para quê?

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