Crepúsculo – meu ver sobre

O facebook é minha maior fonte para saber o que povoa a mente das pessoas como costumo dizer. Genial a proposta do facebook de criar uma rede de ideias, você durante o dia vê, ouve, lê, e pode jogar tudo lá em uma página em que todos seus amigos podem compartilhar das suas ideias, a qualquer momento de qualquer lugar, a “rede”.

 

Ter ‘n’ amigos de faixas etárias diferentes, gostos, regiões, culturas e opiniões pode ter o problema da divergência, mas, é um ótimo “observatório”.

 

Estive observando, como sempre. Observo uma movimentação, uma agitação muito grande para a última etapa da série, a segunda parte do amanhecer.

 

Para os poucos que acompanham meu blog, já viram que mudei muito a leitura e a escrita, as críticas ficam densas, os posts também, os temas são mais complexos, por vezes volto e falo apenas de mim, de certa forma sempre egoísta, com a minha visão, mas sempre feliz quando tenho outras visões presente aqui.

Mas eu nunca tive exatamente um foco no blog, gosto de comentar sobre o que vejo e o que me intriga. Crepúsculo sempre me intrigou.

 

 

Primeiro pelo surto de sucesso repentino, depois pela reação do outro lado da moeda (os que odeiam a série), não farei o post no objetivo de dar razão para um e outro, cada um tem o direito de amar e odiar o quanto quiser. Mas será a minha visão sobre esse romance, quase novela, quase um livro, quase algo bom, porém muito bem vendido.

 

Lembrando que, toda leitura é uma interpretação pessoal. Não quer dizer necessariamente que a autora quis passar o que eu entendi, mas toda leitura cria uma interpretação pessoal, e isso qualquer escritor sabe.

Como se sabe, o romance se passa por duas criaturas (um vampiro no caso e um lobo) que se apaixonam por uma humana. Interessante dessa proposta é que no meu ver é muito interessante ela ser apaixonante no livro pelo lado humano dela. O que as pessoas consideram uma qualidade tosca, é elevada ao extremo, o lado humano dela.

 

E por ser um romance como propõe o gênero do livro, é lógico que a mentira vai ser o principal instrumento. Então não dá para esperar muita coerência, nem uma crítica nem nada do tipo, é um romance, ela pode “flutuar” na ideia o quanto quiser.

 

Estamos acostumadas com histórias vampirescas e de lobisomens que no mínimo sejam assustadoras, inserir isso em um romance pode parecer ser idiota em primeiro momento (principalmente pelo comportamento até passivo dos personagens), porém foi uma jogada genial. Foi, pois isso ressalta a pureza do romance, podem reparar, todo romance precisa de um elemento do grotesco, do horror, do medo, para ser um romance bem ressaltado, daqueles bem água com açúcar. E um dos elementos mais utilizados pelos romancistas é a morte.

 

Nesse caso, a morte se depara com a personagem em vários momentos. Primeiro ela conhece e se apaixona por alguém que supostamente está morto, depois ela mesma parece se atirar para um suposto suicídio em praticamente todos os livros.

 

 

Outra jogada bem pensada, pois isso também só ressalta o romance, a ideia de tragédia em cima de viver todo sentimentalismo ao extremo.

E tudo isso se passando por uma linguagem simples, por personagens não muito complexos, de fácil entendimento e de leitura fácil. Perfeito para alcançar um público vasto.

 

Se alguém aqui teve oportunidade de ler alguns livros da época do romantismo, mesmo de autores brasileiros, vai reparar em todos esses elementos, a morte, o romance, a fantasia, o medo, o grotesco (comportamentos grotescos como ciúmes, rancor, ou até mesmo personagens grotescos), etc., a verdadeira diferença está para a linguagem que em muitas vezes é mais densa, mais complexa, e os personagens tendem a ser mais complexos, construídos, o que dá uma impressão de ser mais próximo da realidade.

Mas mesmo assim, não é.

 

O problema de Crepúsculo é esse, embora o enredo seja tradicionalmente um romance “perfeito”, ele é muito simplista. Para quem tá acostumado com uma linguagem (nem precisa ser muito) mais densa, acaba se tornando um tanto tosco.

 

A ideia de colocar duas criaturas assustadoras vulneráveis perto do humanismo de alguém é bem interessante, e é lógico que saí da realidade, além de falar sobre criaturas fantasiosas, de lendas e coisas do tipo, ainda é um romance. Tudo vai ser muito fora do eixo.

 

Apesar de que o roteiro como eu disse, é bem conhecido.

Sendo bem honesta, a única coisa que eu realmente gostei de Crepúsculo é a trilha sonora dos filmes. Mas sempre senti essa necessidade de dar um “declarar” sobre o que penso sobre os livros.

 

Ultimamente tenho uma visão muito diferente sobre livros, eu penso que os livros que você demora a ler, que tem uma leitura maçante, aqueles que você tem que ler 2, 3 vezes para entender, são os melhores. Não que os de fácil interpretação não sejam bons, depende muito do gênero, mas os que ocasionam o verdadeiro prazer da leitura para mim são esses acima.

 

Porém em um romance, é preciso ter envolvimento, criar aquela ponte entre os seus próprios sentimentos e o dos personagens, fica difícil criticar um gênero no qual é fantasioso por natureza.

E sinceramente, a crítica é proporcional pelos elementos visíveis no romance, que é apenas a ideia de enfatizar cada vez mais o drama. Não vejo outros, portanto, até o próximo.

 

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