Cultura popular: aquele momento de meter o pau na música atual.

Acredito que esse post não vai agradar a todos, inclusive alguns amigos meus.

Embora eles já sejam conscientes do que eu aprovo e desaprovo.

Sendo meio “Le Nietzsche”, os inimigos são um tanto inevitáveis quando você passa a tomar partido de algumas coisas, nas entrelinhas, quando você assume publicamente uma opinião sobre determinado assunto.

Em minha opinião, cultura popular não é sinônimo de pobreza de espírito, muito pelo contrário, por vezes pode ser tão rica quanto a cultura considerada “refinada”.

Vou fazer comparativos,  para melhor organizar minhas ideias. Detalhe também para um fato geográfico. Eu moro no interior de São Paulo, na região de Ribeirão Preto, então comentarei o que me atinge aqui. Não vou poder responder pela galera que se sente “torturada” por coisas como tecnobrega porque isso ainda não me atingiu para nossa alegria.

a explicação da imagem será ao longo do post

É óbvio que em um país que ainda vive em uma economia regida pela agricultura e agropecuária (na qual nos orgulhamos de sermos o país que mais exporta carne e frutos para o resto do mundo), é muito fácil de deduzir que temos uma cultura sertaneja muito intensa.

Imagina pro coitado do sertanejo, que tava acostumado a comer a hora que queria, a fazer suas necessidades a hora que queria, no êxodo rural muda pra cidade e vai viver em uma indústria onde ele tem hora pra comer e até pra cagar.

 

Certamente é muito sofrimento até o corpo dele entender aquela ideia, se fosse fácil não íamos ficar tanto tempo na escola no mesmo horário e no mesmo batcanal, digo, no mesmo estabelecimento se possível.

Imagina diante de tudo isso ainda ser corno? Ai não dá, o.k. essa parte foi irônica err.

O sertanejo  é parte da cultura brasileira porque a vida no sertão é uma cultura nossa mesmo. E isso coincide com os EUA mesmo, claro que não da mesma forma, mas o EUA por muito tempo também foi um país voltado a dividir as funções agrícolas de cada estado para uma espécie de autogestão.

Que não foi tão necessária depois que descobriram o capital que a tecnologia dava.

Porém, esse sertanejo que vemos hoje que chamamos de “sertanejo universitário” ou “forró universitário”, que seja, é a cara da crise nacional.

Sabia que estão pensando em fazer um índice de felicidade interna? Seria uma espécie de “PIB”, porém pra felicidade da população. Do jeito que brasileiro adora ser idiota da própria situação, bem capaz de dar um grau de felicidade considerável em plena desgraça.

Enfim, um estilo musical que basicamente só fala de bebedeira, sexo, cornice e “amor” certamente não é um estilo musical para quem está em bom estado emocional.

Quando estamos mal, procuramos formas baratas de nos satisfazer, e geralmente a forma mais barata é o apelo sexual.

Já postei em um dos posts anterior uma pesquisa que foi divulgada no site da revista superinteressante, no qual confirma que o consumo desenfreado de cosméticos e o apelo sexual é um sinônimo de crise, um sinônimo de minha vida tá uma merda então eu vou extravazar.

Isso acontece com todo mundo gente, mas uma vida inteira não né.

Pior, se torna uma cultura hegemônica (como é aqui na minha região, sempre que digo que não gosto de sertanejo o povo me olha meio de “atravessado”, meio desconfiado, como se fosse um sinônimo de qualidade na personalidade gostar.)

E nisso o funk também se encaixa, não me venha com um “é a realidade do carioca” porque meu, ninguém vive só de meter, não é possível. Essas músicas surgem dos proletariados, como eu, então eles mais trabalham de burro de carga pros outros do que metem.

Talvez citando o filme “Um Método Perigoso” seja exatamente a falta do sexo que faz eles falarem tanto do dito cujo.

É cultura popular? É. Mas que é um lixo, também é verdade. As rimas são fracas, e se as rimas são fracas porque então não dar um conteúdo? O conteúdo é fraco também, pois é aquele conteúdo que casa com todas as pessoas e é proposital.

Conteúdo feito pra massa: sendo pobre ou rico, uma vez na vida você já tomou um pé na bunda, já se apaixonou, já transou (ou vai transar), já bebeu, etc. Não deu pra perceber que aquela música que parece “ser feita pra você” na verdade é feita pra todo mundo?

Não banque o idiota disso, saiba que as músicas refletem mesmo situações rotineiras que podem acontecer com todo mundo, mas que pelo menos tenha um mínimo de empenho artístico, e não industrial.

Você tá sendo o capacho da venda do artista, simplesmente tá caindo que nem um coelhinho na armadilha.

Ainda restam coisas boas da nossa cultura popular musical, tais como o seu Jorge por exemplo, que canta muitas situações cotidianas de uma forma espetacular.

O mesmo se aplica as cantoras do “sapamusic” da MPB, mas que são ótimas nas suas formas de moldar a canção, de criar uma rima, uma letra, uma sacada, um conjunto que se torna uma coisa só, a música.

O meu grito de desespero vai parar que, não quero que lembrem a minha geração pelo lixo que ela tem sido musicalmente.

A música ainda sim é a melhor forma da gente não pirar e tornar nossa vida boa. E o verdadeiro artista não devia estar na rua, mas recebendo seu merecido prestígio.

Nos anos 80, a frase das bandas era liberdade política e de expressão. A geração anos 80 até hoje é lembrada por isso. E a nossa, vai ser lembrada por o que? Todas as gerações anteriores beberam tanto quanto nós, transaram tanto quanto nós, e também sofreram e viveram amores. Isso não vai nos tornar “imortais” na nossa ação do tempo.

História é isso gente, é o homem agindo sob o tempo e o tempo agindo sob o homem. E quando isso não acontece, é bem preocupante.

A cultura popular do menino que soltava pipa, da menina que brincava de casinha e hoje joga futebol, do menino que lutava karatê e hoje dança balé, isso ninguém fala.  Porque infelizmente esses lixos eclipsaram nossa identidade popular.

Tanto que ser “indie alternativo” hoje é muito fácil, muito fácil mesmo, é só você dizer “não gosto” pra o que todo mundo gosta que você já automaticamente vira uma ovelha desgarrada. Você já é diferente DEMAIS sem ter nada demais.

É uma coisa ridícula, mas só se você ser você mesmo já te torna diferente demais pra sociedade. E em geral isso ofende as pessoas, afinal todas elas se sentem no fundo frustradas por terem que ceder aos padrões para “agradar a todos” (não sei se isso é possível, mas tem gente que acredita mesmo) e isso exigiu elas abrirem mão de uma porção de coisas, por que você também não?

Quem te falou que você tem O DIREITO de ser você mesmo se ninguém pode? Seu atrevido!

E por isso, eu não tenho vergonha de falar que acho um lixo mesmo meus amigos todos gostando, se isso é ser da minha geração, então sinto que foi simplesmente jogada por uma máquina do tempo aqui.

Se essa mentalidade de vamos beber que sexta feira tá logo ai é tudo que te importa nessa vida inteira, então eu realmente sou deslocada, sou ímpar perto de você.

Rever os conceitos, por a cabeça pra pensar, assumir uma postura, hoje nem tem ditadura pra te proibir de fazer isso e você ai, sentindo que isso é proibido por quê?

Como eu disse um vez brincando, tá mais fácil fazer sexo atualmente do que pegar a adaga que eu quero em um RPG (comentário nerd on). Tudo bem que sexo é bom, é gostoso, mas eu não resumiria sexo a pegar você e “tain, tain, tain”, pelo menos eu vejo como um contato íntimo muito além desse tipo de vulgaridade da linguagem.

Eis a questão. Ser ou parecer?

Anúncios

10 pensamentos sobre “Cultura popular: aquele momento de meter o pau na música atual.

  1. Bem, vou tentar falar pelo menos pelo funk (sou carioca), mas acredito tb que se encaixe no contexto geral. O funk é sim uma realidade, não carioca, mas das favelas no Rio. Realmente as pessoas (infelizmente? rs) não vivem só de meter, mas é uma das poucas coisas a qual todas elas tem acesso. Muitos desses funkeiros vivem na informalidade, numa realidade violenta, sem expectativas de um futuro qualquer que seja, já que lhe são negados direitos básicos como acesso a educação de qualidade e consequentemente ao mundo do trabalho, da cultura, da política. Assim, as relações de poder e a sexualidade fazem parte de seu cotidiano de maneira marcante. Então, como exigir dessas pessoas sem acesso a educação, cultura e arte de maneira mais ampla e diversificada, uma outra visão do mundo? Isso sem entrar no mérito da forma e da qualidade da música.

    Há quem questione, não sem razão, que então faltam músicas que retratem outros aspectos do cotidiano de um “favelado” como a violência e , pq não?, a falta de cidadania. Mas essas músicas existem e pouquíssimos conhecem, pois, não podemos esquecer, a cultura popular, a cultura de massa, é uma indústria. A cultura popular acaba sendo exposta e moldada por agentes externos a ela, mudando significativamente sua forma. Então, se o interesse da indústria é em vender isso, talvez tenha relação com o que vc citou sobre o apelo sexual ser um sinônimo de crise. Não entendi bem essa relação consumo de sexo x crise, então me desculpe se eu falei besteira e me explique, por favor rs.

    Então… eu tive que fazer outras coisas enquanto respondia, pc reiniciou e eu tive que refazer de novo, não sei se consegui passar com clareza o que eu tava pensando rs. Mas qualquer parada estamos aí

    ps: não sou funkeiro, tb odeio sertanejo universitário. Não sou parte envolvida, então não tenho menor interesse em defende-los “musicalmente” hahaha

    • Muito interessante seu comentário. Sim entendo que em partes essas pessoas não tem acesso ao “refinamento” da coisa, porém para mim não é pretexto. Temos muitos outros artistas que viveram em realidades tão difíceis também e ainda sim não falam somente de “entrar com as bolas e tudo” né.
      Mas compreendo o que quis dizer, porém, acredito que movimentos como o Rap e o Hip Hop por mais industrializados que estejam sejam mais eficientes nesse retratar da realidade.

      É claro que artista como “Chico Science” da vida não fazem parte do cunho popular por quê? Por conta dessa busca, por mais que as indústrias nos fazem engolir o que deve ser tocado, ainda sim selecionamos isso. O cara que tá no carro ouvindo uma música que toca na rádio o dia todo pode ser por pura alienação mas também é por opção.

      Quando algo nos desagrada vamos em busca de algo diferente, e isso abrange tudo.
      Sobre o sexo, não vejo o sexo como crise mas sim o apelo sexual.
      O apelo sexual chama atenção em momentos de crise porque querendo ou não, nos momentos em que estamos mais atordoados buscamos formas satisfatórias (físicas no caso) de sair da frustração.

      Por isso as propagandas de cerveja colocam duas coisas que ainda são uma das formas mais eficientes de extravazar a frustração alheia: apelo sexual na mídia + bebidas alcolicas.

      Nossa rotina é tão massante que algo que nos dê um mínimo de prazer nós agarramos com todas as forças. Isso é um sinal de crise, viver não tá fácil, e também a ‘mãe’ dos vícios.

      A questão é, não é o sexo em si, mas como estão utilizando o tema. Se eu não curtisse coisas que tem um fundo sexual não ia ser fascinada por psicanálise hahaha mas tem que saber separar. O sexo, da vulgaridade verbal que o tornaram, de como o tornaram tão comum como respirar, e por mais que o sexo seja bom, não é de sexo que vivemos (a não ser que vc seja uma prostituta né, mas nem elas resumem a vida a sexo apenas).

      Quando um gênero musical é resumido a sexo, sabemos que a crise tá pior do que se imagina. Não sou contra ter sexo nas letras mas uma hegemonia do tema também é preocupante.

      • p.s.: omg, meu comentário fico praticamente do tamanho do post HUAHUA, isso de desligar o pc no meio de um comentário gigantesco vive acontecendo comigo (murphy feelings)

      • Demorei pra ver sua réplica e tô morrendo no momento pra fazer a tréplica, mas farei-a em breve. Só tô passando aqui agora pq ouvi uma música que eu não conhecia e lembrei dessa discussão “Eu comi a Madonna”, Ana Carolina. Não que tenha a ver, mas eu lembrei e ri bem disso rs

  2. Em primeiro lugar: que layout lindo esse! *-*

    Agora sim, às questões do texto: cultura é algo relativo, mas tenho pra mim (veja bem, pra mim) que música não é o que anda tocando nas rádios por aí, não. “Eu quero tchu” nunca vai ser considerado música para mim. Mas eu devo reconhecer que essa é a cultura atual do povo brasileiro, e que, quando falarem daqui a alguns anos a respeito dessa época, falarão a respeito dessa “cultura” também. Eu só espero que as coisas descarrilhem de vez e mudem, porque sinceramente, se a coisa continuar nessa linha, o jeito vai ser viver de fone de ouvido tocando Queen (entre outras coisas, mas o Queen é sempre, enfim).

    Quanto ao resto, eu confesso que estou com preguiça de comentar. Mas concordo bastante contigo, Mari. Essa coisa de “só porque eu não gosto já virei indie” é um saco. Ainda mais pra mim que não gosto de quase nada e vivo ouvindo as pessoas falando coisas como: “ai, como você é diferente…”. Chega uma hora que isso enche.
    Enfim.

    • Sim, os fones de ouvido são uma verdadeira libertação hahaha ,tanto pra quem não quer ouvir música de massa quanto pro funkeiro que tem bom senso (bem raro). Uma vez um professor meu associou o fone ao descaso com o outro….até concordo até o ponto em que o fone bloqueia qualquer contato com pessoas próximas, mas tem seu lado bom.

      Enfim, ~a que ficou viajando em uma frase~ também penso que música assim como arte em geral tá bem longe do que as rádios tocam. Porém não podemos menosprezar a cultura popular: é ela que vai ser lembrada por quem olhar a história pela superfície e não afundo. E no fundo dela estão os problemas sociais, por isso é bom ficar atenta. 😀

  3. Só queria comentar que adoro seu blog! Você tem um senso crítico muito bom, e escreve muito bem. Estou sempre fuxicando nele de vez em quando, e gosto muito de ler seus posts.

    • Oi guilherme, obrigada pelos elogios 😀 eu realmente fico feliz com eles. Apenas exponho meu ponto de vista das situações aqui e realmente agradeço pelo seu comentário. Apareça sempre.

  4. Pois bem, a família de meu pai (e meu pai também) são naturais de Boracéia (que não é o famoso bairro de Bertioga),mas sim uma cidade enorme de 5 mil habitantes a uns 400 quilômetros da capital paulista, vizinha a Jaú. E meu avô, pai de meu pai, tem a felicidade de saber tocar viola caipira; já se apresentou algumas poucas vezes com seu irmão mais velho em algumas rádios das cidades próximas à esta Boracéia, teve o raro privilégio de poder conversar com seus ídolos (Vieira e Vieirinha; é raro que cheguemos a ver de perto nossos ídolos musicais, que dirá conversar amistosamente por um tempo razoável com eles!) por cerca de duas horas em uma quermesse realizada em algum vilarejo perdido do sertão.

    E que por uma ironia do destino não se tornou músico profissional, quando um explorador de talentos quis que ele e seu irmão integrassem a sua comitiva, que estava de partida para o interior do Paraná. O dito explorador lhes prometia, depois de rodarem por alguns meses as cidadelas do norte deste estado, lhes “botar na mão do Zico e do Zeca” (que nesta época apresentavam um programa de música caipira na Rádio Bandeirantes). O meu avô se assanhou imediatamente com esta possibilidade, mas o meu tio estava noivo de sua esposa (de quem ele se separou recentemente depois de 55 anos de casamento) e não queria separar se dela… Após uma ligeira discussão, meu bisavô interferiu e deu a razão para o meu tio…

    Pois bem, como passei uma boa parte da vida ao lado de meus avós paternos, fui educado, a bem dizer, ao som da viola. O repertório de meu avô é o das antigas duplas (Vieira e Vieirinha, Zico e Zeca, Liu e Léu, Tonico e Tinoco, Zé Carreiro e Carreirinho, Tião Carreiro e Pardinho e várias outras que não cito pra não ser prolixo) mas também tem algumas poucas coisas de sua lavra. E o que aprecio na música caipiura é que ela não é um gênero musical isolado: esses artistas que eu citei gravaram modas de viola, pagodes (esse não tem nada a ver com samba), cururus, valsas, rasqueados, guarânias,huapangos,polcas, tangos, toadas, boleros, serestas, hinos de reisado e até macumbas (devo ter esquecido de algum gênero, mas acho que falei a maioria dos que foram explorados pela música caipira)

    Exuste um certo foror na web (e que eu ajudei a engrossar) que só pode ser considerada música sertaneja a deses artistas que ora citei, ou do Jeca Tatu com sua violinha, que sem possuir educação musical de qualquer espécie (nem sequer a educação formal, vale lembrar) consegue extrair do instrumento notas de poesia rude e bela… Mas ora, como poderíamos apreciar uma música que fala de rios e pescarias, se vivemos em um lugar em que praticamente não existem rios e/ou córregos que não estejam poluídos pelo esgoto de tal forma que espalhem de longe um odor de banheiro de botequim nos dias quentes??? Como vamos apreciar a música que fala da lida do gado, se podemos muitas vezes contar nos dedos de uma mão as ocasiões que pudemos ver bois e vacas de perto em toda a nossa vida (e mesmo a lida do gado hoje em dia já não é um negócio rústico e perigoso como era em outros tempos???

    E como apreciar as músicas que falam das festas populares do povo sertanejo, se a maior parte delas é relacionada ao calendário católico e hoje em dia os evangélicos querem a tudo dominar??? Enfim, como falar do sertão, se mesmo a minúscula Boracéia já possui praticamente todos os confortos de uma metrópole??? Talvez a música caipira teha decaido um pouco porque ela deixou de ser um dos filões da indústria fonográfica (como foi entre as décadas de 40 e de 80 do século passado), mas principalmente porque todo o seu fundo inspirador já desapareceu. Assim sendo, hoje em dia só alguns poucos ainda levam para a frente esta bandeira, e o0s que hoje fazem sucesso com a dita música sertaneja, se esquecem que beberam em toda essa fonte do que veio antes… O que é uma pena…

    • isso me lembrou meu vô, ele adora também música de raiz justamente por ser de fato sertanejo. Morou em sítio a vida toda, as músicas falavam da vida dele afinal. Interessante seu comentário, realmente gostei dele 😀 foi uma bela acrescentação ao post.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s