Pânico na TV e seus telespectadores

É um verdadeiro pânico esse programa.

Não é novidade que o programa é baseado em humor escrachado e apelativo, me surpreende que as pessoas se deram conta disso só agora que rasparam a careca da panicat.

O pânico na TV sempre foi um programa apelativo de forma sexual e ofensivo para a sociedade em geral. Assim como sabemos que a audiência do programa está totalmente ligada a crise que a sociedade tem.

E sabemos que a procura por esse tipo de humor barato tem total ligação com a crise que o país  está sofrendo, assim como a procura por sexo barato e afins, um bom exemplo disso é essa matéria da coluna ciência maluca da super interessante: Crise econômica faz pessoas correrem para o sex shop

E o argumento para essa explosão de vendas com produtos relacionado a sexo (e beleza) como diz a própria matéria tem uma explicação, citando a matéria:

Por quê? O argumento é que as pessoas tendem a ir atrás de formas baratas de se sentirem bem nos períodos difíceis. Ou seja: beleza… E sexo.”

Portanto os anos de sucesso do pânico na TV foram relacionados a forma em crise que a nossa sociedade vive. Agora que estamos nos tornando uma grande potência no exterior e nos direcionando para o “fazer acontecer” disso tudo (com copa e olimpíadas no pacote) o brasileiro está mais crítico também.

O mesmo brasileiro que deu ibope para esse tipo de programa finalmente acordou e está mais crítico quanto a isso. É ótimo que isso tenha acontecido pois é um sinal que a nossa sociedade não está tão decadente quanto aparentava estar.

Embora o funk por exemplo continua a ser um sinal de decadência. A apelação sexual das letras disfarçada de “liberdade sexual” é um sinal que ainda a sociedade brasileira procura prazeres momentâneos para se livrar da agonia de viver o dia a dia.

E programas como o pânico mesmo que alvo de duras críticas continuarão a ter sua audiência garantida.

E quando rimos daquelas pessoas sendo ridicularizadas no programa no fundo estamos rindo de nós mesmos. Tamanha nossa frustração que precisamos de um pedestal ridículo como aquele para se apoiar e sobreviver.

 

Quando rimos da frustração alheia é porque no fundo estamos criando uma identidade com aquilo. Por que as video cassetadas são tão engraçadas? Porque nos colocamos no lugar daquelas pessoas e isso acontece de forma inconsciente.

Se você dá ibope para aquele tipo de programa é porque a sua vida anda tão frustrante que você desconta nesse tipo de entretenimento. E pior, se contenta em viver assim porque tem por onde “rir da sua própria desgraça”.

 

Claro que isso também é uma dádiva, se não tivessemos como nos livrar de certas coisas estaríamos todos nos tornando psicopatas, mas certas coisas tem limite. Humor escrachado tem limite também pro nosso raciocínio não ficar tão pobre quanto esse tipo de senso de humor.

No nosso dia a dia precisamos dessa dose de humor ou não sobrevivemos. Porém transformar isso em algo que movimenta uma nação, sair copiando por ai, as pessoas precisam ter um senso mínimo pra saber que esse tipo de babaquice devia se limitar a tela da TV.

Te sento a vara, senso de humor baitola.

E a falta de polidez e limite é praticamente marca registrada do povo alienado brasileiro (não estou incluindo todos os brasileiros como pode-se ver).

E o domingo que é o dia mais nobre da TV é o mais deprimente por quê?

Simples, porque esse tipo de “depre” é o que a população quer, quanto mais barata a forma de cativar o telespectador, melhor é.

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