Desmistificar – Games levam a violência?

É lógico que a resposta é não.

Uma vez fiz um post sobre isso, mas acabei misturando várias questões. Agora, o post será completamente sobre isso.

Há um bom tempo existe uma discussão sobre a manipulação dos vídeo games.

Um universo de pura ficção em que o gamer dá destino a um personagem principal (onde essa ideia não é em momento algum confusa) para a mídia em geral tem sido uma forma de tornar as crianças violentas.

É bem clara a ideia que o que você está fazendo é uma simulação, pelo menos eu jogo desde pequena e a única vez que joguei um game para a vida real foi em um sonho (ou seja, não foi no cotidiano de qualquer forma).

Vivo sonhando que estou em apocalipse zumbi, só que diferente do game em que eu tenho total (quase sempre er) controle da situação, sentir na pele me tornou mais desesperada do que pensei.

A questão é, para os próprios psicólogos nunca existiu essa confusão mental na cabeça de quem joga vídeo game, podem pesquisar. As pesquisas sempre responder a mesma coisa, que o jogador sabe diferenciar realidade de jogo por mais viciado que seja. Caso não tenha se convencido, aqui vão alguns link’s sobre:

SUPERINTERESSANTE: A falsa ciência que criminaliza os games

Jogos violentos reduzem o estresse

Inclusive esse último, que é muito interessante que afirma que os jogos violentos funcionam como anti-estresse por envolver esse universo da violência no mundo virtual, um lugar no qual você tem direito de fazer o que bem entender sem ter remorso ou modificar a vida de ninguém.

A moralidade é o que pesa

Como em praticamente todos os casos do tipo, é a moralidade que faz pesar essa ideia que os games violentos são ruins, afinal é “anti ético”. Porém se o povo não gostasse de sangue, as guerras mundiais não seriam um dos assuntos mais explorados na história (e de quebra os mais vendidos).

Seja de guerra entre nações, ou guerra civil mesmo.

Não gostamos de guerra na vida real, mas na vida virtual criamos um universo “utópico” (as aspas serão explicadas) pois é um universo do tudo é permitido. Me surpreende que na pornografia por exemplo onde pseudo-espancamentos, humilhações e afins as pessoas encaram normal por ser pornografia, afinal são os famosos “fetiches”.

As aspas é porque utopia remete a perfeição, e não é bem a intenção dizer que é perfeito mas que nenhum tipo de comportamento sofre um julgamento moral no caso da porngrafia por exemplo. Até porquê, a pornografia por si só já sai totalmente da moralidade.

Porém em um game de guerra, ah isso é ruim. Para mim, o problema não é nem de um nem de outro, é o falso moralismo da sociedade que tenta buscar a razão de um problema sério na ponta do iceberg.

Eu podia dizer milhões de coisas sobre o problema da violência; falta de oportunidade, exclusão social, aborto ser ilegal, má distribuição de renda, condições precárias de vida, etc.

Porém, não é bem o foco do post, mas é bom sempre lembrar, a violência é como dirigir embriagado. Não é com uma lei seca que se resolve, é com a implantação de transporte público durante as 24 horas e conscientização das pessoas. A mesma coisa se aplica a violência, não é tirando um GTA das mãos das crianças que elas vão deixar de ver o mundo do crime, afinal a própria mídia se beneficia disso.

O verdadeiro perigo

 O verdadeiro perigo do mundo virtual está para esse desapego extremo do mundo real.

Na realidade, o real se tornou o virtual,  o perigo está mais no vicio que isso pode exercer do que de fato no confundir realidade com virtual.

Esse confundir realidade com virtual no caso não é sair matando ninguém, mas tornar sua vida somente o jogo.

Aí está o verdadeiro perigo. Mas fora isso, não há perigo algum. Lembrando que quem sai matando por ai e alega que jogava muito games é por conta de um distúrbio e não do game.

Convenhamos que se não fosse o game seria um filme, se não fosse um filme seria um livro.

Ao longo da história muitos assassinos usaram livros e filmes de inspiração. Portanto se for culpar os games vamos ter que culpar todo esse universo da exploração da violência (incluindo a mídia). Não dá né.

Por fim, podemos concluir que o universo dos games só é uma das melhores formas de entretenimento do século e não exatamente uma forma de te induzir a matar.

Desmistificar esse pensamento é importante não só para você poder jogar seu game em paz, mas para os próprios pais que muitas vezes engolem o que a mídia diz e acreditam ser verdade absoluta.

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