“Love is only in your mind and not in your heart” II – A química

Vamos para o lado negro da força das minhas teorias sobre o amor.

 

Desde quando uma aluna me questionou afinal o que é o amor, eu fiquei com a idéia encasquetada na cabeça e fui atrás de teorias sobre, confesso que foi um tipo de pesquisa muito ampla e difícil de conseguir “centrar” uma idéia, li poucas ainda considerando o tanto que existe, mas o pouco que li achei interessante.

 

O amor pode ser o sentimento mais nobre do ser humano mas ele tem um lado perverso também, como tudo.

 

O amor pode deixar seu corpo doente.

 

 

Explicarei isso, por uma frase muito simples, quando você ama de uma forma um tanto descontrolada cria uma dependência química, e funciona mesmo como uma dependência química como qualquer outra para o corpo, como bebida, drogas ilícitas e afins, e o seu corpo necessita daquela dosagem diária pra ter aquela “overdose” da pessoa.

Quando essa pessoa deixa de existir oficialmente no nosso universo sentimental seu corpo reage como uma crise de abstinência, tornando a dor da perca em dor física realmente, você realmente sente uma dor e um mal estar extremo mesmo, não é simplesmente “frescura” ou “dor de cotovelo”, é como se você fosse viciado em cocaína e em uma dosagem generosa daquela droga diariamente e simplesmente tirassem ela da sua vida do dia pra noite, você pira mas sobrevive.

 

A diferença é que o amor se torna um inimigo invisível, você não nota com tanta força a dependência química que ele causa como a droga, a droga você embora viciado geralmente está ciente disso, o amor quando passa de empatia pra vício é muito difícil de ser notado.

 

 

É daí que vem outro vício que exerce uma função química tão intensa no nosso corpo quanto o próprio amor, o vício do sexo com a pessoa x. Isso pode ser o fruto de muitos problemas, de falta de firmeza e até eu diria de uma certa falta de amor próprio.

 

Narcisismo também pode ser visto como um amor “químico”, que gera consumo desenfreado, fixação por perfeição e afins.

Mas quando é algo sobre nós, é mais fácil de “tratar” do que quando é algo que envolve um outro universo, o universo do outro.

 

 

Também não posso afirmar que é fácil saber lidar com isso e que com a consciência que isso existe, fica “fácil” sair dessas amarras e dessa química do amor, porém ter consciência dessa armadilha sentimental torna o sentimento mais analisado e mais nobre, embora o amor ainda sim seja aquela setor difícil de controlar, é difícil saber agir quando se trata disso.

 

Uma recomendação para quem sente esse contato químico intenso do seu corpo e a necessidade de outra pessoa como uma droga viciante, é praticar o desapego. Não ser apático, mas aprender que a empatia é o verdadeiro amor e não aquele sentimento descontrolado.

 

É difícil porque, é gostosa a sensação da química do amor, nosso cérebro sente um prazer tão intenso que parece que você tomou todos os anti depressivos do mundo e seu mundo passa a ser mais “azul”, porém na hora que isso se converte para um momento ruim ou uma expectativa mal sucedida, acontece o grande problema, onde a empatia no lugar da química gera paciência, admiração, saudade, nada que seja exatamente doentio, você pode sentir falta da pessoa mas não vai ficar doente por isso.

 

Você passa a ver a pessoa como alguém que passou pela sua vida e admira isso e não ver como erro, como enganação, como se um pedaço seu tivesse sido cortado e levado embora.

Dizem que existem vários meios que você controlar esses impulsos do corpo e saber domar eles.

Um desses pontos é quando a religião se converte em algo bom, tive uma palestra com um Sheik que comentou que o mês de agosto para o Islã (o mês do Ramadão) não era simplesmente uma castidade de ficar em jejum até o sol se por, era pra mostrar se o muçulmano que participasse daquilo tinha realmente controle sobre os impulsos do seu corpo.

 

 

Interessante, nem sempre a gente se preocupar em ver se as necessidades do corpo que domina nossa mente ou se a nossa mente que domina nosso corpo, quase sempre é a primeira questão.

 

No caso do amor “químico”, é por isso que nos tornamos irracionais, o corpo corresponde a uma necessidade bem mais intensa do que a nossa racionalidade pode freiar, não conseguimos conter.

 

Minha conclusão sobre o assunto é, isso não é fácil, é um exercício gradativo, e necessita de tempo e muita persistência, você não consegue controlar certos impulsos facilmente, na realidade eu diria que de tudo, a gente controla uns 5% dos nossos impulsos no máximo, a não ser que você seja um monge.

 

E em geral o que controlamos é porque fomos educados para não extravasar em certas situações, mas isso depois de uma educação bem rigorosa e de tempo bem longo. Enfim, enriqueceu minha visão do amor novamente saber que o amor não está no coração e sim na mente como na minha primeira teoria e saber que o amor é uma empatia e não exatamente  química.

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