São Paulo e seus trocentos anos de história, por uma não paulistana.

HÁ, pegadinha do malandro, embora eu seja historiadora eu não sei porra nenhuma específica da história de São Paulo, a gente que faz história meio que estuda a história da cidade da garoa por tabela.

 

Mas vou falar sobre a minha visão de SP, não deixa de ser a visão de uma historiadora (/trollface)

 

A primeira vez que eu fui pra SP eu era uma little grrrrrl, e como minha vida se resume a vida interiorística (na realidade, morei em Curitiba, mas nem se compara né), quando eu cheguei em SP eu lembro que eu fiquei encantada.

Primeiro porque, não dava pra ver o horizonte de tanta coisa, eu queria reparar em tudo mas não dava, eu queria observar os prédios, as pessoas, tudo.

Eu lembro perfeitamente de eu virando pra minha tia (que morou 25 anos em sampa) e falei “Nossa tia, essa cidade não acaaaba!” , eu doida pra chegar na Praia Grande e parecia que SP era mais longa do que a viagem toda.

Eu lembro exatamente como me senti quando vi aquele tamanho monstruoso de cidade, me senti assim:

 

 

 

Fiquei encantada, queria muito conhecer a cidade, mas por algo realmente estranho eu fui várias outras vezes lá e nunca parei de fato pra conhecer SP, sempre com o compromisso de fazer algo e vazar dali o mais rápido possível. Em julho, pretendo conseguir conquistar essa meta, pois desde quando eu vi a cidade pela primeira vez senti um curiosidade enorme sobre o cotidiano de lá.

SP me proporcionou coisas inesquecíveis mesmo que por tabela, uma delas foi perceber o quanto eram pequenas as maiores cidades que eu já havia visitado, a grandeza da cidade faz a gente se sentir um cocôzinho.

 

Outra, foi a culinária. Uma vez fomos ao famoso mercadão, e lá tinha o famoso sanduíche Bauru, eu lembro que meus primos paulistanos pediram e eu vi aquele negócio ENORME como a cidade e pensei “vai dar merda se eu comer isso”, e bom, claro que ia dar merda pensando pela biologia da coisa, mas tipo, não comi HAUHAUHUAHUAH

 

Eu lembro de ter comido a comida japonesa mais fodamente gostosa da minha vida lá, tive orgasmos pelo paladar lá, mas lá ao mesmo tempo que tem aquela culunária incrível tem aquela bem barranqueira né, tipo churrasquinho grego, que dá pra ouvir os MEOOOWW de longe.

 

Outra coisa que me lembra SP foi que um taxista deu em cima de mim lá, um cara na fila de numlembroonde deu em cima de mim também, eu devia ter uns 14 anos, no interior isso é muito estranho sabe. Paulistano não perde tempo né HUAHAHU.

 

Sabe que no interior existem ambientes para esse tipo de situação, você dificilmente vai receber uma cantada (séria) em uma fila de banco ou algo do tipo, aliás fila é algo que praticamente não existe né. E se tem, tende a ser rápida, a não ser que seja fim de noite em barzinho e TODO MUNDO resolve pagar a conta ao mesmo tempo pois o ser humano carece de originalidade.

 

Receber cantadas em momentos estressantes, só paulistanos mesmo que conseguem lidar com isso.

 

 

O meu amor a primeira vista a São Paulo também teve uma explicação, não vi trânsito a primeira vez que fui lá.

Nas posteriores a coisa foi mais caótica, ai eu pensei “Nossa, com toda essa grandeza e todo mundo parece que vai pro MESMO LUGAR ao MESMO TEMPO, gosh”, mas ainda sim foi interessante, porque é diferente do interior.

No interior se você encara trânsito é a coisa mais tomar no fórfis da vida porque, você já está muito mais que acostumado com a paisagem dali, com as pessoas dali, e vai ficar como um passarinho numa gaiola, já em SP (falo como turista), o trânsito é irritante mas é interessante, é o tempo pra você apreciar a nova paisagem e as pessoas diferentes.

 

E como tem pessoas diferentes né, em SP esse lance de você parar a rua, parar o trânsito, tão usado em letras de músicas é praticamente impossível, tudo que é muito diferente aos olhos dos turistas passa batido pro paulistano, pelo menos é o que parece.

Na realidade os paulistanos parecem se chocar mais com o seu sotaque do que com o seu visual.

 

E SP é interessante porque une trocentas milhões de pessoas com interesses em geral comerciais, mas lá é um polo cultural muito interessante, talvez um dos mais interessantes do mundo.

É onde eu mais quero ir, tenho certeza que terei orgasmos múltiplos conhecendo os centros culturais de lá.

 

E pra finalizar, uma das coisas que eu lembro de história de São Paulo que eu achei interessante foi que lá foi feita a primeira faculdade de direito do Brasil, onde as pessoas começaram a desenvolver senso crítico de cidadania, e que também trouxeram as idéias iluministas e positivistas ao país tropical (junto aos italianos que colaboraram pra essas idéias serem espalhadas também).

 

Enfim, espero que em Julho eu tenha mais relatos, meu amorzinho platônico por SP precisa acabar.

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4 pensamentos sobre “São Paulo e seus trocentos anos de história, por uma não paulistana.

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