Ociosidade mental – em outros termos, vagabundagem.

Eu acho válido, termos aquela hora para nos darmos ao luxo de não pensarmos em absolutamente nada prestável.

E incrivelmente isso é bom, é bom pro processo criativo como dizem no vídeo que a superinteressante fez. Aliás esse vídeo é meu mantra pra passagem do ano, esqueça o filtro solar e acredite no conhecimento científico, até porque a minha viagem pra praia melou =(

 

Enfim, voltando, o problema é que ficamos meio aleatórios nesses momentos de ociosidade, porque tudo que a gente no fundo tem curiosidade mas é tão medíocre que nós não nos damos ao luxo de procurar ou ver, resolvemos fazer, acredito que seja produtivo,  mas pode ser uma fábrica de idiotices também. Não sei se estou sendo muito clara, não tomei café ainda e eu me sinto meio humanoide sem café.

 

Agora por exemplo eu estava olhando o artigo do wikipedia sobre o Supla. Super interessante né, tô rindo demais de algumas coisas, o Supla é o cara que faz minhas manhãs serem melhores, porque eu me sinto péssima com algumas coisas que eu faço mas ele tipo, torna as coisas que eu faço que são ruins em coisas menos idiotas do que eu pensei que eram.

 

Alguém que põe o nome do CD de Bossa Furiosa merece meu respeito, afinal, quantas e quantas horas de pura ociosidade mental levou o cara a fazer esse genial trocadilho?

 

A ociosidade tá chegando num nível crítico, quando eu resolvi buscar sobre o Supla no youtube.

 

HAUHAUHAHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHA, a gente se questiona, QUAL A RAZÃO? O que a minha vã filosofia não compreende, o que um cara como ele foi se meter a fazer música?

Ai nós caímos em grandes questões em torno de algo muito idiota.

 

Tipo, até agora não entendi a galera que tá analisando de forma profunda meu artigozinho de 12 motivos para casar com um historiador, gente, eu fiz aquilo de forma aleatória, fazendo outras coisas ao mesmo tempo e revisei tanto que nem notei que faltava um dos artigos, e confesso que criaram umas teorias muito boas pra inexistência do artigo 9, eu gostei muito da criatividade do pessoal e até aprendi algumas coisas.

 

Enfim, voltando pra ociosidade, minha geração tem excesso de informação, e isso é uma coisa boa e ruim, a parte boa é que na teoria, todo tipo de informação está a nosso alcance, e se você é alienado é porque você quer, não dá mais pra ficar culpando meios de comunicação, agora se tornou uma opção.

 

A parte ruim é que nosso cérebro grava absolutamente tudo que vemos, até as propagandas nas beiradas dos sites, principalmente as propagandas, é o intuito delas, chamar atenção, chamar o olhar do leitor, nem que seja te matando de susto, eu lembro de uma propaganda que tocava “you’re beautiful” aleatoriamente DO NADA, coisa que quase fez eu parir meu coração várias vezes (até porque eu uso fones).

 

Esse estresse mental precisa ser devidamente esvaziado, precisamos mesmo de vagabundagem mental, dedicarmos pelo menos uma hora durante o dia para não pensarmos em nada, em como estamos, o que  estão falando, como estão nos olhando, onde iremos, o que faremos, enfim, e estou tendo esse momento agora.

 

Acredito que a maioria das pessoas devia ter essa opção, enquanto outras já estão ativadas na ociosidade mental não somente de se desligar, mas de não ter um cérebro mesmo.

 

E tem pessoas que tem esse dom natural pra por a gente pra pensar nas coisas mais cretinas ou idiotas mesmo, o Supla pra mim tem esse dom, por exemplo. Mas eu não preciso ir muito longe, tenho amigos que já me fizeram eu me questionar de coisas realmente inúteis e se tornar uma questão mesmo pra minha mente, o desafio sabe?

 

Enfim, espero que todos tenham uma ótima virada de ano, pode não significar nada pra alguns, mas certamente é um momento especial do qual você foge um pouco da regra (ou não, depende do ponto de vista).

 

Até 2012.

 

 

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3 pensamentos sobre “Ociosidade mental – em outros termos, vagabundagem.

  1. Não sei se entendi o que você quis dizer. Se eu compreendi bem tenho a mesma opinião. É bom termos esse “esvaziamento mental”, ainda que dizem, seja impossível não pensar em absolutamente nada como eu gostaria, mas ao menos se desligar da nossa rotina, das nossas preocupações. Eu sou uma pessoa que não sabe descansar por não dedicar um tempo pro ócio, mesmo que o ócio produtivo, hobbies.

    • pior que esse ano que passou eu passei totalmente também assim, agora que to respirando, mas eu dei uma leve pirada, acho que um ano da pra sobreviver, uma vida não ahuhauhaau é realmente necessário.

      • Hahaha! Não e eu vejo isso em várias pessoas, que não conseguem tirar férias e raramente têm fins de semana, como trabalhadores autônomos, chega uma certa idade eles adoecem por exaustão, estresse. Nossa, li certa vez que a gente sempre deseja que o próximo ano seja melhor que o que passou, mas nós não nos preocupamos em sermos melhores. Concordo em alguns casos. Este ano eu me esforcei tanto em ser melhor que o anterior e ele foi péssimo (não vou por os detalhes, claro). E teve anos que eu desejei simplesmente que fossem tão bons quanto os que passaram, porque foram realmente bons.

        E vou parar por aqui que essa conversa (banal) ainda dá muito pano pra manga. Isso que é ócio, Mióssi, hehehehe!

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