“Love is only in your mind and not your heart”

“O amor está na sua mente, e não no seu coração.”

Não sei exatamente se veio do Egito Antigo essa mentalidade que as emoções fluíam primeiro pelo coração e depois pelo resto do corpo, pra falar a verdade não sei quem lançou a moda. Mas certamente nas poesias a coisa pegou.

O coração, ahh o coração, ele sente todas as dores não é mesmo?

Como disse meu médico uma vez, “dor no coração é uma vez só Mariana, até agora nunca vi ninguém que sobreviveu a dor no coração”. Fato, acabou com a minha paranóia de dor no peito (que na realidade tinha haver com o meu problema de bronquite asmática) e agora que eu estou um pouco mais estudada consigo entender o que ele quis dizer.

É bonitinho na poesia você por que seu coração sente, fala, pensa, ouve, enfim, mas de onde tiraram tantas qualidades (cerebrais) pro coração?

Então, lembro daquela teoria/mitologia dos Egípcios sobre a morte.

Anúbis ou Osíris para os mais moderninhos era quem decidia se você ia viver a vida eterna, você morria e seu coração era pesado em uma balança, de um lado uma pena, do outro, seu ❥ e se seu coração fosse mais leve que uma pena você viveria a vida eterna, caso contrário, seu coração era DEVORADO por um MONSTRO.

Acho que até hoje alguns ❥ são devorados por monstros.

Ou seja, todo seus sentimentos mais belos e nobres estavam no seu coração. Mas caramba, não é a mente que rege tudo?

Ainda tem gente que acredita que é o coração. É divertido separar emoção de razão, como se fosse possível, somos seres afetivos então mesmo que você seja o rei do individualismo, você também procura afeto, nem que seja no xtube, mas procura.

Se contentando com o cardápio.

Essa foi a razão para alguns dizerem também que a mulher por ter nascido da costela recurva do homem (Igreja detected) era contrária aos sentimentos nobres, tudo puta.

Minha teoria, não existe separação, não dá pra você ser frio e calculista o tempo todo (nem quente e letrista), não sei, mas isso elimina a teoria também que existem os completos idiotas.

Até os idiotas tem um fundinho de razão, BEEM LÁ NO FUNDO tem alguma razão pra isso, pois o nosso corpo corresponde aos nossos pensamentos, se seu coração disparou, foi porque seu cérebro ordenou isso e não o contrário, então você se apaixona pela sua cabeça. (ficou muito confusa essa conclusão, mas espero que tenham entendido)

Entra na teoria que me falaram sobre o ser humano ter instintos sim, faz sentido pensando por esse lado, certas coisas parecem incontroláveis até pro nosso incrível, gênio, astro que quase sempre tem razão chamado cérebro, enquanto a emoção parece uma criança que não sabe bem o que faz, mas ela vem do cérebro, então, tem uma razão por trás da emoção?

Então o “amor a primeira vista” não é uma pessoa que no fundo se encaixa na nossa ideologia de pessoa ideal?

Por isso as decepções são tão duras e doloridas, dizem que doem mais do que um machucado em si.

Isso me lembrou aquele desenho, o Pinky e o Cérebro, o Pinky é um bobalhão que se deixa levar pelas emoções de momento e o cérebro é analítico, ganancioso e crítico, mas como no desenho, nenhum consegue se separar do outro.

Cheguei a conclusão que se cometemos um erro amoroso, emocional, que seja, infelizmente para acabar de vez com alguns discursos, não foi algo que aconteceu de momento, foi consciente. Um dia quero realmente saber de onde surgiu essa separação, essa mania de separação, de razão estar em um local, emoção em outro, alma é uma coisa, corpo é outra, natureza é separada da cidade (É possível? As pessoas pensam assim) e afins.

Não existe acontecer naturalmente, se o amor tá na nossa mente, temos expectativas, acreditamos que algo vai acontecer, se vai dar certo, se não vai, então concluindo minha teoria, o amor é idealizado. Eu acho (como ter certeza de algo assim?).

A música que eu usei como trecho para iniciar o post e que deu nome ao post.

Uma coisa que disparou meu coração ultimamente foi eu ter quase batido o carro da minha mãe. São tantas emoções.

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3 pensamentos sobre ““Love is only in your mind and not your heart”

    • de fato, não subestimo a idéia de que o amor é realmente uma das questões mais interessantes de se entender, e uma das mais admiráveis também, não tira toda a aura envolvente que o nome e o assunto tem 😀

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