Homossexualidade na Grécia Antiga, foi bafo.

Pois é gente, foi bafo.

As pessoas adoram esse assunto, homossexualidade, não quer dizer que aprovem, mas adoram dar pitaco.

Eu prometi que colocaria minhas impressões aqui, não vou por meu trabalho versão acadêmica aqui, porque sei lá, blogs não são livros, são informais, ao meu ver, esse blog é mais pessoal do que acadêmico, então vou falar da forma que eu quero, mas claro, me baseando nos meus estudos, caso alguém quiser, passo as referências.

É legal visualizar as pinturas porque, dá pra ver certas coisas que os artistas retratam legal (o que não quer dizer que os artistas sabiam exatamente como as coisas eram, por exemplo o quadro d’O Grito do Ipiranga é ridículo, mas enfim), os gregos eram super perfeccionista com o físico deles, e isso nas pinturas em geral é bem retratados, eles eram todos sexyback sabe?

Na sociedade da Grécia antiga existia as relações homoafetivas entre homens (em geral) com uma função antes de tudo pedagógica, é, acredite, não era só no prol da pegação, é claro que eles curtiam a sacanagem, mas a função era muito além do que nossos olhos e imaginação perva podem ver.

Hoje nós temos a família, e acima de tudo a escola para essa função, antes a família era quem educava as pessoas para viverem em sociedade, hoje isso tá nas mãos da escola, dos educadores (lê-se professores) para desespero da minha classe vocacional.

Não que era uma maravilha que a família educasse o sujeito pra sociedade, graças a essa educação familiar que nossa sociedade acabou se voltando em volta de um pinto (machista), claro que a religião tem a sua parcela ENORME de culpa, e afins, mas conceitos básicos de educação que eram de função familiar tipo dizer “obrigado(a)” e afins já estão se perdendo, tá na mão das escolas em geral educar, aviso pra quem faz pedagogia, a bucha tá enorme e o salário tá uma baixaria pra variar.

Não sei o que vai ser da sociedade se realmente ninguém tomar uma atitude sobre a educação, enfim, dei toda essa volta para entenderem como funciona a função pedagógica hoje em dia.

Na Grécia antiga a mulher e uma ameba, a ameba era mais importante sabe?

Tipo, a mulher só servia pra reprodução, e quando eu digo reprodução, é só reprodução MESMO, nem prazer sexual era correto com mulher (o que não quer dizer que não acontecia), o prazer para os gregos eram as ciências, o resto, era só em prol em da reprodução.

Então, cabia a mulher reproduzir, fingir que não existia na sociedade dentro das sua casa e acima de tudo, ensinar a comunicação ao seu filho, mas JAMAIS querer passar algum conceito para ele, afinal as mulheres eram crianças crescidas para os gregos, e os homens desde bebês, superiores a suas mães, irmãs, a todas as mulheres.

A quem cabia essa função pedagógica?

Ao Erastes.

Era o senhor da sociedade, ele já era amadurecido, já sabia sobre as ciências, ele era foda.

Tinha noção de política e quanto mais influente melhor, além de claro, ter a posição de comedor da coisa, ele era por excelência o ativo (não que no seu passado obscuro não tenha sido passivo).

Era esse homem que ia ensinar ao seu pupilo (Eromenos) o prazer da vida, das ciências, da política, em como ser um homem, em como ser alguém na sociedade, basicamente, tudo que a escola e os pais hoje em dia fazem, com um agravante, o envolvimento sexual.

O eromenos era um jovem, adolescente, que estava já em fase de transformação de menino para homem e necessitava de um mestre para lhe ensinar em como ser alguém na sociedade.

E você, sendo grego, precisava MESMO saber o que é ser um cidadão, algo que se parar pra pensar hoje em dia, quase ninguém faz questão.

Com um agravante, você sendo um eromenos, tinha que ser a passiva, pois é, os mais novinhos tinham que aguentar a barra, não só pela questão de ser passivo, mas porque eram inferiores aos Erastes, e tinham que se submeter como uma mulher, ficar por baixo.

Com outro detalhe, não demonstrar prazer em servir dessa forma sexual seu Erastes, JAMAIS, mesmo que ele estivesse curtindo sabe?

Então a relação homossexual entre os homens gregos ia muito além do que comer e ser comido, era uma transformação, não só corporal, que após você passar por tudo isso, ser ensinado, estar preparado para ser alguém influente e importante na sociedade grega, se achar ali, cansar de dar (er o.k., essa parte é brincadeira), enfim, você se tornava um Erastes.

Alguns aliás curtiam a condição passiva tanto que viravam prostitutos, mas isso era completamente “perdi minha dignidade” como continua sendo hoje.

Quanto a homossexualidade feminina, temos os poemas da ilha de Lesbos, da Safo de Lesbos que fazia muitos poemas sobre suas pupilas de uma forma ardente, desejando o corpo delas, possuí-las, mas em nenhum dos poemas (ou melhor, fragmentos dos poemas) é claro que ela de fato teve relação com alguma delas, deixando a impressão que era praticamente uma paixão platônica.

Os poemas de Safo, assim como outros muitos registros gregos foram queimados pelos cristãos, o que deixa uma eterna dúvida para os historiadores, será que de fato também existia a relação homoafetiva feminina com função pedagógica?

Assim essa imagem da grega invisível dentro da sua casa sumiria, mas isso até então permanece um mistério e alvo de muitos pesquisadores.

Outro detalhe importante era que os guerreiros precisavam ter essa relação homossexual com um parceiro de guerra, independente das ordens, para um proteger o outro a todo custo, nem que fosse com a própria vida.

Não é atoa que o  Alexandre o grande dá alok quando o companheiro dele de guerra Heféstion morre.

A principal idéia é, tirar essa falsa impressão de rolar homossexualidade de forma liberal como acontece dentro de uma boate gay hoje em dia naquela época, era muito além de um contato sexual, envolvia conceitos, como de o homem com outro homem era superior (e talvez com a ilha de Lesbos se aplica o mesmo ao lado feminino), e que fazia as coisas mais importantes entrarem em questão e formar um ser adulto através dessa relação, que era o principal.

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Um pensamento sobre “Homossexualidade na Grécia Antiga, foi bafo.

  1. Curti. Mesmo. Leitura leve. Curti.

    O mito do signo de Aquário, o signo associado à homossexualidade na Grécia antiga, conta a história da paixão de Júpiter (um homem maduro) por um jovem lindo, Ganimedes. Ganimedes é elevado aos céus portando uma ânfora (Aquário). É o copeiro dos deuses, para a lamúria das amantes mulheres de Júpiter.

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