violência, video game, meios de comunicação, homofobia, mimimi

Esses dias a minha mãe perguntou pra minha irmã Lais (3 anos)  o que ela vai ser quando crescer.
Ela parou, refletiu, fez cara de origami, e respondeu “eu”.
Achei a resposta dela genial.

Já tiveram a sensação de estar tomando leite e ele estar azedo, ou estranho, e você ficar na dúvida se tá ou não? Tô tendo essa sensação agora, de qualquer forma, a noite terei minha resposta, se eu estiver na faculdade é porque ele ainda estava bom, se eu estiver no hospital, er sinal que meu olfato e paladar não estão nos seus melhores dias.

Aliás tem dias que eu não sinto gosto de nada, não sinto cheiro de nada, coisas de quem tem rinite.

O ser humano é egocêntrico, claro que tem os que se destacam nisso, mas todos somos, segundo o Beakman, a palavra mais dita no mundo é a palavra “eu”.

Segundo o documentario “Quem somos nós?” somos os principais responsáveis pela forma que o mundo é, tudo tem haver com a nossa visão de mundo e essa visão modifica nossa realidade.
Parece papo de hippie que pratica nudismo, mas é verdade isso e faz muito sentido, é física quântica, não que eu seja especilista em física, mas o documentário me fez entender um pouco do assunto.

E isso eu vejo como uma pessoa que faz história, é complicado falar de história com as pessoas (em especial história do Brasil) porque embora saibam que eu estou estudando adoidado o assunto, ainda sim levam a história para o lado pessoal da coisa.
O ruim não é falar com alguém que não sabe nada, o ruim é falar com alguém que tem uma opinião precária do assunto, pré formada e não quer abrir a mente de jeito nenhum, ai sim e burrice, burrice não é ser alheio da informação, é ter a informação e distorcer ela, ou limitar um texto a somente um parágrafo.

Como um artista que pinta um quadro de um momento histórico do qual ele não participou, ele apenas expressa o que pensa, o que ele sente, o que ele quer, enfim, e as pessoas acabam levando esses quadros como os próprios momentos históricos e não como arte.

Uma visão (do artista) mudando a visão de milhares de pessoas.
Devem ser frustrante pro artista quando alguém vê a obra dele dessa forma, e não como inspiração dele.

Eu fico muito impressionada com a visão limitada das pessoas quanto a alguns assuntos, por exemplo com esses assuntos discutidos atualmente.

Games de violência deixam os jovens mais violentos?
Nossa, é a mais pura idiotice, pelo contrário, tá mais do que comprovado (e eu digo isso pelo senso comum também da coisa, pelo meu vivenciar) que esse tipo de jogo não manipula a cabeça da pessoa a ponto dela achar que aquilo pode ser inserido na realidade.

Fora que ele funciona como um anti-estresse, a gente faz no virtual o que sabemos que não podemos fazer na vida real.
É melhor você estourar umas cabeças nos jogos do que estourar no seu emprego e perder seu cargo.

Os games violentos fazem os jovens acharem a violência normal, banalizada?
A minha resposta para essa outra questão que tem sido muito citada não é sim, nem não.
A violência está banalizada de forma geral, não só virtual.
A violência está banalizada por causa da violência que convivemos aqui no Brasil por exemplo.

Não foi banalizada apenas pelos telejornais e outros meios de comunicação, não tem mais violência hoje em dia, a diferença de hoje e antes, é que antigamente certas violências eram aprovadas por lei, e claro que a mídia de uma certa forma amplia a questão, mas não cria, aumenta alguns parágrafos de fato, sensacionaliza, transforma num show business mas não inventa de modo geral.

Como por exemplo, uma pessoa que se manifestasse contra o império no Brasil, afim de república era enforcado, esquartejado e afins, e isso era lei, era “crime de morte ao rei”, então matavam muita gente só por cima disso.
Fora a igreja na idade média que colocou mais gente na fogueira do que no céu propriamente falando.

Então não temos mais hoje, nem menos, temos mais informação do que antigamente, e essa informação choca, então parece que crimes bárbaros começaram a acontecer nessa geração dos games, mas muito antes de todo esse mundo virtual surgir, já existiam crimes bárbaros, horrorosos, é só fuçar, se eu não me engano no site da Super Interessante tem um post que fala sobre mulheres assassinas, e mulheres que matavam filhos envenenados, maridos, tudo em troca do dinheiro e isso tudo a séculos atrás.

Esse tipo de crime só surgiu agora? Após a Isabela Nardoni?
Não né.

Então não adianta culpar o jornalismo por expor (e de uma certa forma se aproveitar por vezes) todo esse mundo do crime, pois a real culpa disso tudo, é nossa.

Primeiro porque damos ibope para esse tipo de coisa.
Segundo porque na realidade não nos chocamos mais com esse tipo de coisa, aprendemos a conviver com a violência, e nos acostumamos a tal ponto de não se tornar mais uma exigência do povo na hora de votar.

Eu nunca vi ninguém fazer uma passeata pela paz, ou contra a violência se a violência não chegou até a casa dessa pessoa.
Enquanto morrem tantos por minuto, são estupradas trocentas por hora, e afins, até que esse problema não bate na porta da casa do sujeito, ele assiste como forma de entretenimento, e culpa os games e o jornalismo de serem responsáveis por banalizar a violência.

Vai adiantar tirar os games de violência das pratileiras, censurar os jornalistas que abusam desse tipo de informação?
Na vista de uma pessoa ignorante até vai, pois ela não vai ver mais crimes a não ser que aconteça com ela, o que infelizmente hoje em dia aqui no Brasil, é muito fácil de acontecer.
Pra ela os crimes vão diminuir, mágicamente, ai entra aquela questão da visão de mundo que eu comentei lá em cima.

O problema desse povo que acha que isso resolve é a mania de acreditar que o mal está nas coisas superficiais, que menos games de violência pelo país resultará em menos assassinos.
A raiz do problema mesmo, que é a má distribuição de renda, falta de oportunidade, pobreza, condições precárias de vida, uma população que vive na base do medo, nunca vai deixar de usar a violência, porque a forma precária que eles vivem já é uma grande violência com a natureza deles.

Mesmo a polícia, o estresse que eles passam diariamente, a violência que enfrentam, ameaças e afins, por um salário nada digno, ninguém quer arriscar a vida por arriscar, a não ser que seja alpinista e não queira usar equipamento de segurança ahuahuahu mas fora isso, ninguém quer  morrer, seja de forma literal ou morrer de medo mesmo.

E não é só na pobreza que tem a violência claro, mas sabemos que a raiz desse problema surge por uma questão de sobrevivência.
Ainda mais que os brasileiros pobres são maioria, muito acima da média das pessoas que tem uma vida nos conformes da coisa.

Não é  sempre naquele lugar que a pobreza, a miséria e afins dominam que acontecem as coisas mais radicais, mas que em um lugar assim as coisas tendem a ser radicais.

É como a questão homossexual (outra questão muito comentada atualmente), a luta contra a homofobia, os ataques estão aumentando contra homossexuais ou isso é pura especulação dos meios de informação?
Acredito que estão mesmo, pois sempre que uma questão que até então era tabu vem a tona, ao mesmo tempo que muita gente “sai do armário” para vestir a camisa a favor da luta, muita gente que tem aquele pensamento hipócrita mas que ficava calado, também passa a ter voz.

Então acontece aquele efeito colateral, as pessoas que são a favor mas até então estavam em silêncio, passam a ter voz ativa, as pessoas que tem todo aquele preconceito com a questão, farão de tudo para que essas pessoas voltem ao seu antigo silêncio.

Logo, até que essas pessoas não respeitarem a questão, muita gente vai pagar por isso, apanhar, e afins, é ridículo, mas é sempre assim, sempre tem o outro lado que fica oprimido, oprimido, até que a coisa toma uma proporção muito grande a hipocrisia fala mais alto.
É, não existe só o lado oprimido bom, existe o ruim também.

Ai vem a questão da violência novamente, só que dessa vez por uma razão mais mesquinha, por visões de mundo diferentes.

E ainda tem gente insistindo nessa idéia da violência ser culpa exclusiva dos jovens dessa geração, será que o problema é com a nova geração, com a geração anterior (que serviu de exemplo e educou essa nova geração) ou é geral?
(…)

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