Sociedade da imagem

Tive aulas de sociologia no primeiro bimestre da minha facul, o conteúdo foi puxado, mas não foi só em sociologia que eu estudei ideologias, comportamento e afins, eu vi em todas as matérias que eu estudei até então (história medieval, história antiga, história do Brasil, psicologia da educação e sociologia).

 

A área de humanas é muito cativante, mas ao mesmo tempo, se você não estuda você está propenso a falar muita besteira com o tal do achismo, não que eu desprezo o senso comum, ele é essencial também para o aprendizado pois ele está associado ao vivenciar, e nada faz você aprender de forma tão boa quanto vivenciar, mas o problema do achismo é você tirar conclusões preciptadas e distorcer a verdadeira ideologia da coisa, tal coisa que só com muito estudo você escapa por completo, e olhe lá.

 

Mas sem o senso comum, de fato é um estudo pela metade, é como você ler romances da vida inteira e nunca ter amado.

 

Eu realmente li muito esse bimestre, conteúdo pesado e a linguagem não favorecia, de início foi difícil, agora estou me acostumando.

 

Eu podia falar sobre comunismo, socialismo, capitalismo, de certa forma falarei sobre capitalismo, mas as ideologias que mais digamos, me deram aquela empolgação de ler foi sobre a “A Sociedade da Imagem” e também, embora sejam parecidas mas não a mesma “A Indústria Cultural”.

 

É difícil comentar de assuntos tão aprofundados sem ser muito formal, mas vou tentar sair da formalidade sem perder o foco.

Aliás vocês perceberam que eu fiz uma espécie de “introdução” ali né, eu não comentei do assunto mas tentei preparar a “cama” para que todos deitassem, quando você pega o hábito de ler pra valer livros com conteúdo acadêmico, você começa a pegar essas manias de fazer uma introdução, é impossível ir direto ao assunto sem o próprio autor se preparar para desenrolar ele.

A introdução é isso, é pro próprio autor se preparar para o assunto abordado, não só para o leitor se situar.

Só pra constar, meus estudos são baseados nas obras dos sociólogos da Escola de Frankfurt, e eu não sou formada ainda,também vou me basear na teoria da “Sociedade do Espetáculo” de Guy DeBord, e o “Eclipse da Razão” de Max Horkheimer.

 

comentarei apenas do pouco que estudei, não será formal como eu disse, mas também não será totalmente informar porque é impossível informalizar por completo algo que é científico.

 

Só o Beakman mesmo que consegue isso.

 

A Sociedade da Imagem

O capitalismo surgiu após o mercantilismo-capitalista, ele ganhou forçar na época dos descobrimentos, mesmo na época dos engenhos, mas ele ganhou uma forma desenfreiada atualmente., em termos históricos atualmente é coisa de uns 300 anos pra contar.

A evolução do materialismo se baseia assim:

  • Ser

Na época em que a sociedade era dividida pelas profissões, por exemplo, médico, professor, mecânico, comerciante, e afins, cada um ocupava uma posição na sociedade, dependia da sua profissão e isso definia o status da pessoa diante da sociedade.

Entre o ser e o ter, em vários períodos históricos um volta para o outro, não foi uma escala evolutiva, aliás eu espero que em especial os professores da minha geração passem essa idéia finalmente para os alunos que NÃO EXISTE uma escala evolutiva na humanidade, ela retrocede várias vezes.

 

  • Ter

A partir do momento em que a posse de bens se torna o status da sociedade, como por exemplo um fazendeiro, não é de nenhum grupo que no ser ocupava o topo da sociedade (médico, juiz, ministro, presidente, etc) mas ele tem posse de muitas terras, na sociedade do “ter” ele passa a ser mais poderosos e ter mais status do que os demais por isso, a igreja na idade média por exemplo, cresceu de uma forma gigantesca pelo fato das pessoas por devoção darem suas terras a igreja, ela se eu não me engano, preciso checar depois, chegou a ter mais terras do que famoso império Romano, é muito terra MESMO.

Ai põe em questão o aumento dos salários de quem está no poder de forma desenfreiada e desonesta com a sociedade, eles precisam fazer parte desse “ter”, o status apenas não é o suficiente.

 

Mas diferente do que as pessoas pintam por ai, ela não obrigou ninguém a dar as terras, a princípio não fez lavagem cerebral nem nada, as pessoas faziam isso porque queriam, por devoção, então os maiores culpados pela igreja ter se tornado o que por fim se tornou na alta idade média (o tal do museu do terror) foram os próprios fiéis.

 

Ai põe em questão outra coisa que um dia gostaria de discutir aqui, é a religião que causa guerras na sociedade, ou os fiéis?

 

E ter não é apenas ter terras, é posse de bens materiais também, ter um carro, ter um computador de última geração, ter em todos os sentidos.

Ter direitos, onde o feminismo por exemplo entra.

 

E finalmente chegamos a nossa sociedade atual, onde eu queria chegar desde quando comecei esse post.

 

  • Parecer

 

Chegamos no nível máximo do “ter” e ele se tornou tão desenfreiado que queremos possuir aquilo que não condiz com nós mesmos.

Acreditamos precisar do novo ipad, do novo celular, do novo tênis/sapato lançado pela moda, da nova forma estética de nos satisfazer (seja por rejuvelhecimento ou emagrecer de um dia pro outro, coisas do tipo), precisamos de tantos de uma porção de coisas que na realidade não muda em nada nossa essência.

 

Na sociedade antiga do ter, era necessário você ter coisas que tinham haver com sua profissão, com o seu conforto, com a sua vida, importante ter uma casa, um carro quem sabe para seu conforto, roupas, comida, hoje precisamos ter roupas de marca, um carro para cada pessoa da família (mesmo sabendo o caos que as grandes cidades vivem pelo excesso de meios de transporte), cobramos do governo uma condição de vida melhor para o nosso consumismo e não para nossa sociedade.

 

É ai que a politicagem de vender o voto ganha mais e mais força, a culpa é exclusivamente dos políticos? Acredito que não, a sociedade está sedenta pelo consumismo, então não visa um governo que prioriza a educação, melhorias na saúde, melhorias no transporte público (que devia ser essencial), melhorias na organização das grandes cidades, reajuste salarial, a didática do povo caiu tanto que se impressionam com meros dados “desde que o PT entrou no governo 80% dos miseráveis se tornaram pobres”, ótimo, dados, mas e o lado humano desses dados?

 

Adianta  sair da miséria para um salário mínimo se vivemos no país com os impostos mais caros do mundo?

Essas pessoas antigamente miseráveis não continuam se sentindo excluídas em uma sociedade onde o sapato do momento custa mais que o salário mensal dessa pessoa? Muita coisa tem que ser reavaliada.

 

Toda essa coisa de marcha da maconha, de Parada Gay, atualmente entram nessa teoria de “parecer”, aquele iluminismo eclipsado, onde as pessoas lutam por coisas que no fundo tem um tom medíocre, não lutam realmente por uma causa pela sociedade, lutam pelo baseado que aparentemente vai demonstrar liberdade, lutam pelos direitos iguais fazendo uma grande festa de sacanagem que rende grana pros governos, pois não tenha a mera ilusão que a parada gay só rende gastos, quem faz turismo talvez saiba fazer um posição melhor que eu sobre isso.

 

Hoje a coisa ficou tão estranha que entramos na teoria d’a Sociedade Esquizofrênica, onde atualmente a matéria tem vida, tem humor, tem estilo, o próprio ser humano sem essa matéria, não é absolutamente nada.

 

Veja você mesmo as notícias sobre o mercado de ações.

“O mercado hoje amanheceu depressivo, em baixa.”

 

Como algo material ganha humor, ganha alma? Simples, sociedade do espetáculo, onde o virtual tem tanta vida quando o real.

 

Nós que somos os humanos ficamos desprovidos de alma, o que é nossa alma? A camisa cool que você comprou hoje, a roupa que você usa que te expressa, será que a roupa não devia apenas te vestir?

Acho legal essa coisa de roupa expressar o que a pessoa é, mas atualmente isso ficou tão medíocre que a roupa demonstra na grande maioria das pessoas elas serem algo que não são.

 

Qual a razão das pessoas comprarem roupas falsificadas (supostamente “de marca”), justamente parecer ter capital, ter algo que elas te fato não tem, não se sentirem excluídos nessa sociedade em que o “ter” passou a “ser” com tanta força que simplesmente perdemos nossa essência.

 

Eu me visto de forma alternativa, então eu sou estilo alternativo, ué, eu não devia mostrar que eu me sinto diferente da massa para ser de fato alternativo?

É absurdo mas é verdade, não é atoa que as redes sociais ganharam tanta força, essa questão do parecer nelas é extremamente explorado, em uma rede social você pode ser exatamente como você sonha ser, o que não quer dizer que bate de frente com o que você realmente é, nos perdemos tanto nesse parecer que nossa essência simplesmente desaparece, quem ganha vida? O que temos.

 

Como a população não entrará em depressões e coisas do tipo?

 

Temos muitas crises de identidade nessa sociedade atual, porque de fato nunca estamos preocupados com nossa identidade e sim com o que aparentamos ser.

Uma hora isso vem a tona, entramos em outro problema atual, a sociedade dopada, em qual vivem de remédios para terem um “lapso” de felicidade, vivemos dopados sem noção do que é verdadeiramente real, os remédios e as drogas se tornam nossa fuga, novamente fugindo da nossa essência.

A verdade nunca doeu tanto.

Nos preocupamos tanto em mostrar, na questão do espetáculo, mas não nos preocupamos em demonstrar para nós mesmos o quanto estamos bem, qual a graça de acordar bem se eu não puder compartilhar isso? Chegamos a esse patamar em que o simples fato de estarmos com o estado de espírito bom (o que já é maravilhoso) não é bom o suficiente se não pudermos exibir isso.

  • A publicidade, e o mundo virtual

É claro que vivemos em sociedade e precisamos compartilhar, mas o problema atual também é que esse mundo virtual que criaram, publicidade e afins, mostram que a pessoa tem que estar bem o tempo todo, condiciona a gente a achar normal estar feliz o tempo todo e isso não é nada normal.

Se fosse normal sentir alegria e ficar bem o tempo todo não precisariamos de sentimentos como triste, dor, para evoluirmos como seres humanos, hoje chegamos numa realidade extreminista, ou você é feliz o tempo todo, ou você é triste o tempo todo, e só é feliz dopado.

Suicídios, câncer e aids se tornaram a maior causa de mortes atualmente.

E vemos uma foto na internet, que com várias mudanças através de editores de imagem ela se torna mais real do o próprio real, exemplo:

Quando você vai no McDonnald’s, olha para o cardápio exibido de forma cruel até na lanchonete que é cercada de imagens, os lanches nas imagens parecem mais reais do que o próprio lanche que você come, parecem mais suculentos, saborosos, e você come o lanche pela imagem, ou seja, a sensação é de você estar comendo aquele lanche exibido na imagem e não o real, é louco isso mas não acontece só lá, acontece em tudo.

  • A pornografia

Então entramos na pornografia, porque a pornografia hoje em dia é a indústria mais rica do mundo?

Por causa dessa sociedade do parecer, porque a pornografia proporciona algo virtual e as pessoas se realizam tanto nesse virtual que se esquecem do real, lembra que eu comentei do senso comum? Nessas horas ele é deixado de lado, a pessoa estuda todas as posições possíveis por vídeos, revistas, e afins, coisas que ela mesma não faz, ela se satisfaz tanto em simplesmente se realizar virtualmente que não necessita dessa prática.

No Japão e em outros países desenvolvidos, isso tem sido um grande problema, os casais estão desinteressados em sexo, que é algo tão essencial para nossa humanidade.

O futuro esta trilhando para isso, os casais alegam se satisfazer virtualmente, para se ter uma idéia, se eu não me engano a super interessante uma vez comentou de uma pesquisa que alegava que quando uma pessoa adicionava a outra no face, quando alguém curte seu comentário no face, ou quando até dando um RT em você no twitter surte o mesmo efeito no cérebro de um orgasmo na sociedade atual.

Não surte um orgasmo no quesito sensação, mas no de satisfação, tamanha nossa carência por atenção atualmente, e se a pessoa tem isso muito, ela não precisa de sexo, acaba se tornando uma mera opção entre fazer ou não, e se ela precisar, não precisa ser sexo com outra pessoa, pode ser virtual, ele também surte o mesmo efeito no cérebro.

  • A comédia.

 

Qual a razão de rirmos tanto de coisas idiotas? Qual a razão de no horário mais nobre da TV brasileira, que é entre as 8 horas e as 10 do domingo passar video cassetadas?

Somos frustrados em nível tão alto que precisamos ver outras pessoas como nós, quando rimos de algo é porque no fundo, temos aquela sensação de identificação, ou de “eu achando que a minha vida era ruim…”

 

É lógico que a comédia fará sucesso atualmente, diante de todos os problemas que temos, o sarcasmo, a ironia e coisas do tipo deixam nossa vida mais leve, paramos de levar tudo tão a sério, mas ao mesmo tempo apenas rimos da situação sem se situar nela.

 

A comédia não deixa de ser algo que é trágico mas precisamos levar com humor, algo que torna nossa vida mais leve, nosso erros mais aceitáveis, nos torna mais calorosos, mas eu falo de uma comédia limpa, nada comparado a Pânico na TV nem a CQC, que são deselegantes demais para se encaixarem aqui.

 

A verdadeira comédia não ofende, faz rir.

 

Mas também quero deixar claro que nada atinge a política tão bem quanto a comédia.

Afinal a comédia também é toda nossa frustração demonstrada através da ironia e do humor.

 

  • A cultura x a indústria

 

A cultura é a alma da sociedade, a indústria a matéria, uma depende da outra, não podemos condenar a indústria por completo, precisamos tanto dela quanto acreditamos precisar.

Mas a indústria desalmou a cultura,  quer um exemplo maior disso do que essa explosão de técnicos atualmente?

 

Precisamos de pessoas preparadas para a indústria, mas se você parar pra pensar o tanto que o governo investe em escolas técnicas e investe em artistas, artes em geral, ciências humanas mesmo (vejam, história, filosofia, sociologia excluídas da nossa sociedade brasileira atual, e são igualmente essenciais) é revoltante a diferença.

 

Mesmo nos esportes, aqui no Brasil o futebol é um grande negócio, e os demais esportes simplesmente só existem em época de pan-americano e olimpíadas. O governo investe no esporte? Não, investe na indústria por trás disso, e a população apóia isso incondicionalmente.

 

A razão, o governo não está interessado na alma da sociedade, está interessado na indústria, e as próprias pessoas também são assim, o governo nada mais é do que um reflexo de sua sociedade, c0mo já citam os Marxistas, quando o problema chega a patamares tão grandes como o governo é porque desde o cidadão mais pobre da sociedade já começa o problema.

 

Então, que tal pararmos de culpar apenas o governo? O comportamento da sociedade é a principal causa disso tudo.

 

  • O vivenciar

 

Esses dias vivenciei uma situação revoltante, faço parte do escola da família e uma senhora veio me dizer que saía do bolso dela o dinheiro para “essas coisas”.

Como era uma senhora, tentei suavizar minha linguagem, falei que não saía apenas do bolso dela, saía do de todos e que quem precisasse da bolsa tinha direito de ter.

 

Novamente ela insistiu que isso estava errado.

 

Falei que os bolsistas trabalhavam no final de semana, e no fundo, pagavam por aquilo, essa coisa de “bolsa” é uma ilusão, os bolsistas trabalhavam para ter direito, se fosse uma bolsa não teriam que sacrificar seu final de semana por isso.

 

Novamente ela insistiu na idéia.

 

Foi quando eu apelei e falei que na minha opinião é uma ignorância a pessoa reclamar que saí do bolso dela escola da família, bolsa da família e coisas do tipo, pois isso ajuda a população por inteiro e uma hora podia ajudar algum neto dela, e acho incrível como as pessoas se calam diante de escândalos como o mensalão e afins, ai não tem problema aquele dinheiro todo ter saído do bolso dela né?

 

Ela se calou.

 

E continuei falando que se fosse para algo sair do meu bolso, que seja para as comunidades carentes que realmente necessitam dessa miséria de dinheiro que o governo dá, que seja da sociedade para a sociedade, e não para salário de 10.000 reais para deputado safado.

 

Ela sorriu e falou que eu estava certa e que nunca tinha olhado por aquele lado, que ela só via a questão do governo tirar.

 

Eu falei pra ela, o governo tira da gente através dos impostos e esses impostos não voltam para população, se voltassem muita palhaçada acabaria, como pedágio por exemplo, que na minha percepção é um absurdo.

 

Falei pra ela que enquanto as pessoas se ofenderem em ajudar um pouco os bolsistas e não se chocarem com miséria, fome, preferirem que as pessoas passem fome, que vivam em meio aos esgotos, que morram em uma chuva as pencas por viverem em condições precárias, o Brasil nunca vai evoluir, o governo vai sempre fazer o que a população quer, a população só quer enriquecer, consequentemente o governo também vai querer.

 

Eu me assusto com a frieza das pessoas, mas isso tudo é culpa desse capitalismo desenfreiado, onde ver pessoas como nós morrendo de fome é normal, mas ficar triste por um dia não.

 

Só pra constar, muita gente mete o pau na idade média, na época da escravidão (principalmente na mesopotâmia), mas olha que coisa curiosa, nessa época ver uma pessoa passar fome era inadmissível.

 

Pra vocês verem com o capitalismo é cruel, na época que os escravos ficaram libertos, muitos pediram para serem escravos novamente, pois começaram a passar fome.

Preferiam ser escravos do que serem livres e passarem fome.

 

Então evoluímos de fato no fator humanismo? Temos liberdade para todos, mas essa liberdade tem custado muito caro, somos dignos pela liberdade e ao mesmo tempo não temos dignidade, a tal razão eclipsada tá ai.

 

E por favor não entendam isso como eu apoiar um regime, escravidão e afins, eu quis dizer que mesmo sendo escravo as pessoas ainda tinham o que comer, coisas que muita gente hoje em dia não tem, e é o básico, é o que um escravo tinha por básico, é o básico para qualquer ser humano.

 

Ai você me diz que uma parada gay e uma marcha da maconha vai mudar alguma coisa?

Eu peço pra você ler tudo de novo.

 

 

Anúncios

Um pensamento sobre “Sociedade da imagem

  1. cara, Escola de Frankfurt, Colégio Invisível e a Escola de Chicago..bons e velhos tempos meus de jornalismo e da ‘Industria Cultural’!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s